sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cruzeiro - Visita a Gibraltar

E porque hoje é 6ª feira e porque está a chover e porque vou de férias para a semana e porque não tenho dinheiro para ir para lado nenhum, vou recordar o ultimo dia do cruzeiro que diz e que ainda não tinha partilhado com vocês.


O ultimo destino do cruzeiro foi Gibraltar. Quando atracamos estava um vento terrível, de fazer voar quase tudo e mais alguma coisa mas foi giro ver o barco chegar ao porto de destino.




Gibraltar é conhecido como sendo "The Rock" e é mesmo essa ideia que temos quando chegamos, que estamos junto de um enorme rochedo.




Desembarcamos então e fomos fazer um passeio pela zona. O autocarro sofreu um pequeno percalço e bateu contra uma parede de rocha, ficando com este lindo enfeite.



Fomos visitar um farol muito giro e o Dinis que adora faróis gostou imenso.




Achei muito engraçado o aeroporto ter uma estrada a atravessa-lo a meio. Quando algum avião levanta ou poisa, a estrada é encerrada, pois faz parte da pista de aviação. Pena que isso não aconteceu enquanto lá estávamos.




Fomos subindo, subindo e sem duvida que a paisagem do cimo de Gibraltar é lindíssima, não acham?





Quando chegamos ao topo fomos visitar uma gruta que é muito conhecida lá na zona e que se chama a Gruta de St. Michaels. O Dinis fartou-se de tirar fotos a tudo quanto era buracos e afins.


E finalmente chegamos à grande atracção de Gibraltar: os macacos. Penso que ninguém sabe muito bem como eles lá foram parar, mas que já não se incomodam com os humanos, isso é verdade. Estavam sempre por perto, a fazer posses.






O Dinis achou o máximo os macacos tão perto de nós. Eu é que não o deixava aproximar muito, pois avisaram que por vezes eles saltam para cima das pessoas e podem arranhar ou morder. Um deles saltou para cima de um colega meu e ele ficou muito quieto, conforme recomendação da guia. E dele puxou-lhe o cabelo e depois foi-se embora.




Também aconteceram 2 episódios engraçados. Um deles foi um turista, que não era do nosso grupo, que tirou um pacote de lenços de papel do bolso. E o macaco, pensando que era comida, deu num salto e roubou-lhe os lenços. Outra coisa gira foi um macaco que entrou numa loja de recordações e roubou um DVD, subiu para o telhado e deu cabo dele num instante.




E por fim lá regressamos ao barco. O Dinis ia tão cansado que adormeceu pelo caminho. Ainda tentamos fazer algumas compras mas estava quase tudo fechado pois era sábado e as lojas fechavam à 17h 30m. Que desilusão para quem queria levar algumas recordações para oferecer.




Quando regressamos ao barco o Dinis acordou logo e ai fomos preparar-nos para o ultimo jantar a bordo. Banhoca no Dinis e roupa lavada, depois de um passeio, faz maravilhas. E o meu filhote ficou cheio de energia. Jantou-se bem e depois fomos assistir ao espectáculo que se realizava no bar do hotel. Ele gostou e esteve sempre bem desperto durante as cantorias todas.





E a energia não acabava mais! Depois do espectáculo abriu a pista de dança e foi -lo dançar até às 3 e meia da manhã. Sempre animado, sempre aos pulos, sempre a cantar. Tenho aqui uma bela companhia para as farras...

Tive de o obrigar a ir dormir a mesmo assim ainda pulou e saltou em cima da cama. Eu e o pai tínhamos mais sono do que ele, tal era a excitação.
O dia seguinte foi dia de fazer as malas e de dizer adeus ao nosso barco. A farra tinha acabado mas o Dinis não se cansa de perguntar quando vai haver mais...
Desculpem o post extenso mas espero que tenha valido a pena, pelo menos pelas fotos.
Bom fim de semana e boas férias para quem vai aproveitar os feriados que ai vem

terça-feira, 2 de junho de 2009

Convivio de familia

Este fim de semana tivemos um convívio da minha família do lado da minha mãe. É uma família grande, pois os meus avós, que infelizmente já faleceram, tiveram 13 filhos, tendo chegado a idade adulta 9 deles. Desses 9 alguns também tiveram bastantes filhos e a nossa família cresceu e continua a crescer bastante.

2 primas minhas tiveram a ideia de organizar um almoço de família e claro, eu que adoro este tipo de coisas, resolvi logo ajudar. Conseguimos pois reunir 75 pessoas, das quase 100 que pretendíamos, mas acho que a média não está nada má.

Tivemos muita sorte com o tempo, que este quente, talvez até um pouco demais, mas antes assim que chuva. O almoço consistiu num porco no espeto, com arroz de feijão. O que sobrou comeu-se ao longo do dia e ainda houve grelhados, frangos assados, sardinha, salada de frutas, sobremesas e bebidas, muitas bebidas. O calor pedia bebidas e sem duvida que no final do dia já havia por lá muito boa gente bem alegre.

O espaço era óptimo, utilizamos o recinto das festas lá da terra e escusado será dizer que o Dinis adorou. Correu, saltou, brincou, pulou. Tinha muitos primos e primas que adora para brincar e foi sempre a abrir de manhã até à noite.



Claro que o meu filho é da cidade, apesar de eu fazer questão de o deixar andar à solta muitas vezes e de o deixar rebolar na lama, como já viram num post anterior. Mas ao fim do dia, não havia um bocadinho de pele das pernas (sim, ele estava de calções, para a próxima vai de calças, mesmo que esteja um calor de rachar pedras) que não tivesse arranhada ou com nódoas negras.



Ao fim do dia nem lhe dei banho, pois caiu para o lado mas de manhã a água da banheira estava tão suja que nem imaginam! No domingo ainda fomos comer os restos da festa, que a vida está cara e tem de se aproveitar tudinho. Foi um óptimo fim de semana, em que adorei rever tios e primos que só vejo nos funerais. Pena não poderem estar presentes algumas pessoas, como a minha mãe, por já terem falecido (dos meus tios, já só 4 estão vivos) mas se de alguma forma eles pudessem ver, sem duvida que tiram gostado imenso.

Havia alguns bebés e fiquei com tanta vontade de ter de novo uma coisinha fofinha e pequenina na minha vida. O Dinis estava sempre de volta deles, a querer pegar-lhes e a querer tirar fotos com eles. Achei-o muito meigo e simpático para os bebés, mas é óbvio que isso é porque não está sempre ao pé deles. Mas também não tenho de me preocupar com isso pois o mano ou a mana adoptado(a) que possa aparecer na nossa vida é sem duvida mais para o crescidinho.

Ontem foi o Dia da Criança e eu nem tive tempo de vir aqui desejar-vos um bom dia. Isto porque o Coro onde eu canto teve 2 actuações num dia. Nada mau para a nossa estreia, com esta formação. De manhã não correu lá muito bem mas à tarde foi perfeito! (ou pelo menos, quase...)

Depois das cantorias toca a ir a correr ter com o meu menino, pois era o dia dele. Tinha ido fazer um piquenique com os amigos da escolinha e mais uma vez parecia que não se lavava à um mês pelo menos. Vinha feliz mas cansado. Mesmo assim quis ir jantar fora, a um restaurante que ele adora e onde se sente como se fosse em casa.

Com prenda do Dia da Criança ofereci-lhe uma caixa de magias, que ele adorou, porque anda na fase das magias e do "Abracadabra". Aqui está ele em acção:




Foi pois um belo fim de semana a culminar com um óptimo Dia da Criança. Se calhar agora precisava de um ou dois dias de férias para descansar de tanta emoção!!!!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

João e o Pé de Feijão

No domingo de manhã acordamos mais cedo do que o habitual a um fim de semana (gostamos sempre de dormir mais um pouquinho, apesar de por vezes o Dinis querer acordar cedinho...) e fomos à festa de aniversário do amigo Rodrigo.

E era uma festa especial e diferente para o meu filhote pois consistia numa ida ao Teatro. E eu tirei-lhe logo uma foto na entrada do teatro.


Pois é, para que não reconhece a foto, o teatro era o da Malaposta, na zona de Olival de Basto em Odivelas. O Dinis estava muito entusiasmado e sem saber bem o que o esperava. Claro que não se afastava de mim e como houve meninos que não foram, eu acabei por poder ir ao teatro também.



Lá entramos e consegui convence-lo a ficar ao pé de 2 amiguinhas de quem ele gosta bastante e que tem 10 anos. Mas tinha-me sempre debaixo de olho. As luzes apagaram-se e começou a magia do teatro.



A história é conhecia de toda a gente mas a meu filhote ficou completamente fascinado. Estava extasiado a contemplar tudo com muita atenção. Mais perto do final começou a ficar um pouco inquieto, mas acho que para uma criança de 4 anos, não é fácil ficar quieto 1 hora seguida.

No final, depois de muitas palmas, foi a vez do bolo de aniversário. E como o menino gosta muito de futebol e tem club de eleição, o bolo era assim:


Havia também gomas, champanhe de crianças e ainda um saquinho cheio de guloseimas variadas. O Dinis gostou mas achou que sabia a pouco, queria mais um bocadinho de brincadeira. :)

Depois fomos ao cemitério, por umas florzinhas à minha mãe e as perguntas não paravam:

- Mãe, porque pomos flores para a avó Ju, ela vês mesmo estando morta?

- Mãe, como é que a avó Ju está no céu se ela morreu e está ali em baixo?

- Como é que o Jesus está no céu se noutro dia a professora disse que ele estava na igreja?

- Mãe, quem vai chorar por mim quando eu morrer?

- Se eu morrer e cair no chão, posso partir a cabeça? E deito sangue? E doi?

Ai, ai, tantas perguntas complicadas de responder... Agora ele está sempre a fazer perguntas sobre a morte, tem imensa curiosidade sobre esse assunto, mas é algo difícil de explicar a uma criança de 4 anos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

É bom sujar-se

Sábado foi mais um dia de trabalho para mim. Tive de ir à empresa de manhã e o meu piolho ficou em casa com o seu papá e também com os meus sogros, porque o meu sogro vinha ajudar o meu marido a tratar do jardim, que havia uma máquina a alisar a terra, para que este ficasse com melhor aspecto.

Fomos depois ao Dolce Vita, onde jantamos e passeamos um bocadinho. Não resistimos aos preços de baixos de uma certa loja que só existe naquele sitio, no nosso pais. O Dinis adormeceu no carro quando regressavamos a casa.

Domingo foi dia de festa de aniversário, teatro e ida ao cemitério, mas vou deixar isso para outro post, criando alguma expectativa em vocês.

De tarde, resolvi dar uma limpeza ao exterior da minha casa e o Dinis quis ajudar. Armados de mangueira e vassoura, lá limpamos tudo. Mas a terra fofinha e mexida à pouco tempo, estava mesmo a pedir que lhe mexessem e em breve perdi o meu ajudante, que resolveu antes dedicar-se a fazer sopa de lama. E depois de muitas papinhas de lama, o meu filhote ficou com este aspecto:


É bom sujar-se
(desulpa Olinda, roubei o nome do teu post, mas achei que também ficava aqui bem)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Perder um amigo

Hoje venho falar-vos de algo que aconteceu comigo e que me deixou extremamente infeliz: perdi uma amiga. E quando digo isto, não foi que ela tivesse falecido, felizmente, mas deixou de ser minha amiga, pura e simplesmente e eu não compreendo porquê (bem, se calhar até sei mas nem quero acreditar). Sei que a vida dá muitas voltas e que nem sempre temos tempo e disponibilidade para estar sempre junto daqueles que mais amamos, mas coisas como a que vou contar, deixam-me muito infeliz.

Conheço-a à mais de 20 anos. Quando comecei a trabalhar, com 18 anos, ela já estava na empresa, apesar de ser mais nova do que eu. Como éramos as 2 quase ainda crianças, demo-nos bem logo no primeiro momento e eram uma espécie de mascotes da empresa, juntamente com outra colega, por sermos as mais novas.

Saímos juntas, partilhávamos imensas coisas, frequentávamos a casa uma da outra e sempre abri as portas da minha quando ela precisava, pois não se dava muito bem com os pais e por vezes ia dormir a minha casa, até a situação acalmar.



Arranjamos namorados amigos um do outro. Eu acabei por terminar com o meu, ela casou com o dela, supostamente um amor desde os tempos do liceu e que tinha perdido de vista por uns tempos. O casamento durou um mês.

Novo namorado, desta vez amigo do meu marido (na altura éramos namorados). Depois de muitos anos de relação conflituosa, terminaram. Ela disse que precisava de se afastar dos amigos que tinha em comum com o ex-namorado por uns tempos. Nessa altura ela estava estudar de noite, tal como eu já tinha feito, e tinha arranjado novos amigos na universidade.

Respeitei a vontade dela, mas fiquei triste por ela não ter ido ao meu casamento, um dos dias mais importantes da minha vida.

Ia ouvindo aqui e ali histórias pouco abonatórias sobre a vida que levava. Sempre por aqui e por ali, sem regras, com namorados que pouco interessavam, alguns mesmo violentos. Mas nunca me aproximei, pois ela assim o tinha pedido.

Soube por amigos comuns que estava gravida. Confesso que foi uma das pessoas que mexeu mais comigo ter engravidado antes de mim. Já tinha feito abortos anteriormente (que não condeno, cada um sabe da sua vida...) e o ultimo tinha corrido um pouco mal, por isso tinham-lhe dito que provavelmente não ia ser fácil engravidar. E ela não se prevenia muito por achar isso. E assim do pé para a mão, ficou gravida.

Nunca mo disse e vi-a 2 ou 3 vezes durante a gravidez, sendo que soube do nascimento da bebé através de outras pessoas. Parece que a criança fez com que ela ficasse com o pai da miúda, uma pessoa muito pouco recomendável, mas simpático socialmente, o qual conheci casualmente num jantar da empresa.

Quando a menina tinha uns 2 anos, uma amiga comum veio dizer-me que a minha "amiga" andava muito sozinha, não tinha ninguém por perto, que se dava mal com o companheiro e que precisava das verdadeiras amigas por perto, que tínhamos de a ajudar.

Confesso que hesitei muito. Ela estava longe de nós por opção, por isso se nos queria de novo na vida dela, deveria ter-nos procurado. Mas acabei por ceder. Abri-lhe de novo a porta da minha casa e o meu coração.

O meu filho nasceu. Ela esteve sempre por perto e foi ver-nos uns dias depois do Dinis ter nascido. Convidei-a para o baptizado do meu filho. Foi só um bocadinho à igreja, dando uma desculpa esfarrapada, mas disse logo que dava a prenda na mesma, como se fosse isso o mais importante.

Começou a sair quase exclusivamente com uma amiga comum e eu senti-me excluída, algo que eu odeio, é das piores coisas que me podem fazer, infelizmente sinto-o muitas vezes.

Mas continuava a dar-me com ela, apesar de ela começar a esconder-me que saia com a outra moça, como se fosse algum crime, se calhar pesava-lhe a consciência.

Tentei convida-la para o 1º aniversário do meu filho. Estava sempre ocupada para falar comigo. Quando finalmente a apanhei, numa aula de inglês que tínhamos em comum mas onde ela raramente ia, quando lhe disse que estava a precisar de falar com ela e nunca a apanhava, ela gritou comigo que era porque tinha muito trabalho (até parece que eu não fazia nada...), ao que eu lhe entreguei o convite sem dizer mais nada e lhe virei as costas.

Quando a minha mãe morreu, ela estava de férias e não poder ir ao funeral. Telefonou a chorar e disse que quando voltasse íamos as 2 almoçar e conversar um bocadinho. Estou à espera até hoje, 2 anos e 9 meses depois.

Praticamente deixou de me falar. Está a trabalhar com a direcção da empresa e deve pensar que eu sou rasca demais para ela. E esta semana passou por mim e pelo meu filho e até a cara ao lado nos virou.

Confesso que fico triste. Tenho muitos amigos e amigas, felizmente tenho sim, mas fico triste com estas atitudes. Nunca lhe fiz nada de mal, pelo contrário, sempre estive do lado dela quando ela precisou. Por isso fico infeliz com estas atitudes.

Desculpem este testamento com pouco interesse que para aqui vai mas sinto-me infeliz com esta situação. E apeteceu-me desabafar com vocês.


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Os patins do Dinis

No sábado passado tive de ir trabalhar de novo de manhã, pois o trabalho anda a apertar e sempre é mais algum dinheiro que entra, que a vida não está para brincadeiras.

De tarde tivemos a festa de aniversário de um dos meus tios, o irmão mais novo da minha mãe. As festarolas em casa dos meus tios acabam sempre perto da meia noite e esta não foi excepção. O Dinis divertiu-se imenso, apesar de pouco ter brincado com os outros meninos, pois são todos mais velhos e queriam era jogar jogos que ele ainda não conseguia acompanhar. Mas saltou muito,


comeu bolo

e ainda ajudou a arrumar a casa

Apesar de não ser ele a fazer anos, o meu menino recebeu uma prenda que adorou: uns patins que herdou dos primos! Já aqui à uns tempos tinha pensado em lhe comprar uns mas não o achei muito entusiasmado com eles. Mas ficou todo contente. Tão contente que adormeceu no carro quando regressava a casa, mas abraçado aos patins.

Hoje de manhã quando acordou, a 1ª coisa que perguntou foi onde estavam os patins. Saltou logo da cama e toca a calça-los e a treinar muito para patinar bem. Vejam como lhe ficam...



Depois do almoço do costume em casa dos meus sogros, o meu marido e o meu sogro deram mais um avanço na pintura exterior da nossa casa e eu e o meu menino fomos dar uma voltinha. E como ele ainda não tinha muita segurança nos patins, foi de bicicleta.


Mas ele estava ansioso por voltar a casa para andar de novo nos seus patins. E teve companhia pois eu também tenho uns patins em linha, guardados no seu saquinho à muitos anos e que fui buscar para o acompanhar. Nunca soube andar muito bem mas ele achou o máximo ter a minha companhia. E eu também me diverti. Um fim de semana em grande, este que tivemos.

Boa semana

sexta-feira, 15 de maio de 2009

12 de Maio de 2004

A data de 12 de Maio terá sempre um grande significado para mim. Foi no dia 12 de Maio de 2004 que diz a transferência de 3 projectos de babys para a minha barriga. Era a 5 vez que o fazia e nessa altura do campeonato, a esperança já começava a diminuir.


Lembro-me de ter saido da MAC e de ter ido para casa da minha mãe. As cerimónias do dia 12 de Maio, transmitidas de Fátima, estavam a dar na televisão. E eu rezei, rezei com muita fé e pedi à Nossa Senhora, que é mãe, para me conceder a graça de ser mãe como ela.


Penso que ela me ouviu, pelo menos eu acreditei nisso na altura, porque desde que a minha máe morreu que a minha fé anda pelas ruas da amargura, mas isso é outra história que não tem a ver com o post de hoje.


Dos 3 pseudo-babys apenas um se agarrou com muita força à minha barriga. E 15 dias depois, quando fiz o teste de gravidez ao sangue (vulgo beta) tinha um valor muito baixinho, de 10,25. Confesso que não fiquei muito entusiasmado, mas o meu filho já era um lutador desde as 1ªs células e o valor subiu 2 dias depois e na semana seguinte os valores já ultrapassavam a casa dos 1000.


Só que eu ainda tinha medo. Tinha sofrido um aborto espontâneo às 7 semanas, depois do 2º tratamento e tive medo que algo do género pudesse acontecer. Mas correu tudo bem. Quando fiz a 1ª eco às 8 semanas, o feijãozinho lá estava, com um pontinho a piscar no lugar do seu coração. E na 2ª eco, pelas 12 semanas, eu tive a certeza absoluta que ia ser mãe.


Geralmente as pessoas que passam pela infertilidade tem sempre receio de não conseguir levar até ao fim a gravidez que tanto desejaram. Mas eu, a partir da 12ª semana tive a certeza absoluta que tudo ia correr bem. se tinha custado tanto chegar ali, nada me ia parar agora.


E 9 meses depois nasceu o meu João Dinis. A luz que ilumina a minha vida. O meu farol, o meu tesouro. Amo-o mais que qualquer coisa no mundo e arredores, incondicionalmente e com uma paixão que não se explica, só quem é mãe compreende este sentimento tão arrebatador.


Queria dar-lhe irmãos. E tentei. Também faz mais ou menos um ano que dei por terminada a minha luta contra a infertilidade. O meu marido disse-me que estava cansado das expectativas que depois morriam na praia. Eu aceitei. Porque ter um filho é uma opção a 2 e não só minha. Mas dentro de mim a esperança nunca morreu. Porque não acreditar num 2º milagre?


Todos os meses quando o meu inimigo nº 1 aparece fico triste, uma vez até chorei e fiquei triste porque o meu marido achou que era um disparate, pois tinhamos desistido de tentar. Eu continuava com esperança.


Esta semana, não sei bem porquê, dei por mim a pensar que afinal eu nasci mesmo para ser mãe do João Dinis. Para o educar, para tratar dele, para lhe dar amor e carinho. Era este filho que eu tinha destinado. Mais nenhum. E ele é uma benção, sem duvida nehuma. Por isso agora é que resolvi mesmo tudo dentro da minha cabeça. Gostava de continuar a tentar? Sim, claro que sim. Mas se isso me faz sofrer tanto, para quê? Qual o objectivo?


Eu sei que vou ser mãe de novo, mas o meu filho ou a minha filha já nasceram. Algures neste pais ele ou ela está à minha espera. Ele(a) não me conhece nem eu a ele(a) mas seu que mais cedo ou mais tarde nos vamos encontrar. E este quase, quase de novo... Mas isso fica para outro post, que este já vais longo (para variar :)


Por isso agora vou dedicar-me a mimar e beijar e brincar e abraçar o meu filho lindo, esperando, sempre esperando pelo telefonema que me vai dizer que a minha familia vai aumentar.


Bom fim de semana






Posted by Picasa

Nome do meu baby mais velho

Nome do meu baby mais novo