Como este fim de semana foi caseiro, porque o mais novo da família tem estado muito ranhoso e tinha montes de coisas para fazer em casa, vou-vos contar as nossas aventuras nos hospitais durante as férias, com o mais novo da família.
No penúltimo sábado das nossas férias no Algarve o mais novo começou a tossir e com farfalheira. Também tinha por vezes um pouco de febre baixa, que nunca ultrapassou os 38,9º, logo ele que habitualmente faz febres muito altas.
Como na 2ª feira ele continuasse na mesma, fui com ele ao novo hospital de Faro, que fica perto da zona do Aeroporto. Tudo com um aspecto de novinho em folha, a cheirar a nova. Depois de meia hora de espera uma médica examinou-o e disse que o que ele tinha era tudo da garganta, talvez uma faringite, para lhe fazer aerosois e dar Ben-u-ron se tivesse febre. Como não tinha trazido a máquina comigo, a médica disse que também podia ser vapores, o que eu já lhe tinha feito algumas vezes desde que ele estava assim.
O tempo foi passando e ele não melhorava. As noites eram muito mal passadas porque ele chorava muitas vezes e por vezes só sossegava junto de nós. Na 6ª feira de manhã apareceram-lhe umas manchas nas pernas e nos braços e resolvemos voltar ao hospital. Fomos ao mesmo pois achamos que pelo menos lá já o tinham visto uma vez e tinham o seu histórico recente.
Por volta da 1 da tarde chegamos ao hospital e quando a médica o examinou disse que ele estava com uma bronqueolite. Disse que já lá tínhamos ido antes mas ela disse que tinha evoluído pois a outra médica não tinha assinalado nada de especial. Tinha de fazer aerosois, pelo menos 2, e lá fiquei eu com ele, tendo o mano mais velho ido passear com o pai.
Após o 2º aerosol a médica examinou-o de novo e disse que tinha de fazer u 3º. Mas depois do 3º a enfermeira mediu a quantidade de oxigénio no sangue dele e disse logo que estava baixa e que ele se calhar tinha de ficar internado! Meu Deus, fiquei sem pinga de sangue! Porque se vocês vissem o meu menino, super feliz e bem disposto, sempre de um lado para o outro, quem diria que estava com falta de ar??? Que mãe sou em que nem percebia que o meu filho não estava bem????
Fiquei em pânico e depois veio o veredicto da médica, o valor mínimo de oxigénio no sangue é de 95% e ele tinha 90%, chegava aos 92% de vez me quando mas depois baixava. Tinha de ficar internado e ligado a oxigénio!!!! A médica falou connosco e decidimos ir para o hospital publico, visto estarmos num particular, não sabendo quanto tempo duraria o internamento nem se a ADSE comparticipava esse internamento, pelo que fomos para o hospital de Faro, com carta para a médica que o fosse ver.
O tempo que estivemos na sala de espera foi passado com o meu menino sempre animado e aos pulos de um lado para o outro, a meter-se com toda a gente. Quando fomos à triagem a enfermeira disse que ele já estava com 95% de oxigénio no sangue, o que era um bom sinal. Fizemos raio-X, tomou cortisona e fez mais um aerosol. Melhorou, felizmente e lá o deixaram sair com 96% de oxigénio no sangue. Veio medicado com cortisona, Ventilan e bomba expansora, durante 5 dias, sendo que ao fim desses dias ainda não estava a 100% e depois de falar com o pediatra ainda continuou o tratamento mais 6 dias, altura em que finalmente ficou bem.
Foi um susto enorme, principalmente por não me ter apercebido da gravidade da situação. Já percebi que ele vai ter problemas deste género com frequência, indicação também dada pelos médicos que o viram, terei de ficar mais atenta para problemas respiratórios que ele possa vir a ter e ao mínimo sinal de tal, fazer Ventilan e depois ir ao hospital com ele.
Um à parte, quando estávamos no hospital de Faro chegou um bebé de uns 7/8 meses do Refugio Aboim Ascenção, tão lindo, tão fofinho, só me apeteceu pegar nele e leva-lo comigo para a minha colecção de homens que tenho lá em casa, sou uma ganda maluca, não sou???? :)
Hoje o meu menino lindo faz 21 meses!!!! Está um homemzinho, a falar cada vez melhor, sempre a querer brincar e estar junto de nós. Já fica melhor na escola, só chora mesmo quanto é entregue à auxiliar, mas depois eu dou uma volta e espreito de novo e ele já está caladinho, com ar tristinho mas sem chorar. Como o tempo passa a correr, o seu 2º aniversário (e o 1º junto de nós) aproxima-se a passos largos, mal posso esperar!!! Adoro, meu filhote canininho.
No proximo post conto como correu a nossa ida ao tribunal por causa dele, só mesmo no nosso pais....

