Já à algum tempo ando para fazer um post sobre adoção. Por nada de especial e por tudo o que significa na minha vida. E ontem recebi um mail de resposta da assistente social que tratou do processo de adoção do meu menino e que me disse que apenas eu e outra mãe lhe vamos dando noticias do meninos e que elas gostam tanto de saber como as coisas estão a correr e de acompanhar o crescimento deles...
Cada vez menos pessoas sabem que o meu filho é adotado, visto já ter o nosso nome e acho engraçado quando comentam que é parecido com o pai :) Também vou pensando cada vez mais que se aproxima a altura em que terei de conversar com ele e de lhe dizer que não nasceu na barriga da mãe mas sim no seu coração. não me sinto particularmente ansiosa em relação a essa conversa mas tenho algum receio na reação dele. Será ele a desencadear tal conversa quando demonstrar curiosidade sobre algumas coisas, como não ter fotos desde que nasceu, como o irmão ou não ter estado na barriga da mãe. Já me fez alguns comentários sobre estar dentro da minha barriga mas eu acho que com 2 anos, ainda não ia entender o que eu tenho para lhe explicar.
Os comentários são cada vez menos sobre nós mas ainda sinto que as pessoas falam à nossa passagem em como adotamos uma criança. não de uma forma negativa mas quase com admiração. Porque para mim e para o meu marido a adoção foi uma coisa tão simples, tão fácil, tão comum, que me surpreendeu que a maior parte dos meus amigos e familiares, alguns dos quais que eu considero pessoas com o espírito muito pratico e aberto, me dissessem que nunca adotariam uma criança... E a principal razão para não o fazerem era acharem que podiam não as amar suficientemente...
Também me questionam frequentemente se eu não tenho medo de gostar mais do Dinis por ser meu filho biológico ou se não penso que estou a tirar coisas ao biológico para dar ao adotado, principalmente com a crise que nos apanhou.
Respondo sempre se que por um segundo me tivesse passado tal ideia pela cabeça nunca teria avançado para adoção. E que se tivesse 2 filhos biológicos nunca ninguém me faria a pergunta de se achava que estava a tirar a um para dar ao outro...
A nivel se aceitação, acho que 100% das pessoas da minha família e amigos aceitaram o Eduardo como "igual", digamos assim, apesar de existirem algumas pessoas que eu sei que gostam muito dele, acho que é um querido mas nunca exatamente igual ao meu filho mais velho... Tenho uma tia que a 1ª coisa que perguntou quando lhe contei que tinha adotado, foi se ele era "clarinho" e diz imensas vezes que gosta muito dele mas o Dinis é que é o seu menino... Outra passa a vida a dizer que eu vou ter muito trabalho com ele, cada vez que faz uma birra ou mostra má, algo normal nas crianças, mas cujos comentários nunca são dirigidos ao mais velho.
E noutro dia descobri que o meu filho é um menino "diferente". Porque na escola do Dinis leram um livro sobre meninos diferentes e lá estava escrito que as crianças adotadas eram diferentes das outras e tínhamos de as aceitar bem, blá blá blá... O Dinis na sua inocência de criança, a quem sempre foi passada a ideia de que a adoção era algo tão comum e natural como beber um copo de água, disse logo que o mano dele era adotado... Vieram logo mães de outros colegas dele, que não sabiam, perguntar se era verdade e passaram a trata-lo com uma atitude quase paternalista.
Também me faz confusão quando leio ou vejo pessoas ofendidas quando lhes dizem que pode adotar, por terem problemas de fertilidade (como eu tenho). A adoção nunca deve ser uma alternativa mas sim um complemento. E deve ser uma decisão de comum acordo entre as duas partes envolvidas. Que me desculpem se vou ofender alguém com o que vou escrever, mas quem tem problemas para engravidar e não põe a hipótese de adotar ou acha que é um disparate alguém propor tal, não quer ser mãe, quer sim estar gravida. E existe uma diferença, eu bem sei pois apesar de amar o meu filho adotado EXATAMENTE da mesma forma e com a mesma intensidade que sinto pelo mais velho, gostaria de o ter sentido crescer dentro de mim, de lhe poder contar histórias de embalar onde lhe dissesse que este quentinho na minha barriguinha durante 9 meses...
Mas o amor é algo que nasce com o convívio, que cresce como uma flor, que se conquista. Amar os nossos filhos quando estão dentro da nossa barriga, sentir uma paixão imensa logo que eles nascem? Sim eu senti isso pelo Dinis mas existem muitas mães que não o sentem, que não tem afinidade pelos filhos, que só sente esse amor de mãe muito tempo depois de os filhos terem nascido, ou nem o sentem sequer...
Por isso acreditem, ser mãe do coração é tão bom como ser mãe biológica, faz-nos sentir realizadas da mesma forma e nem nos lembramos que esse ser lindo que existe nas nossas vidas não nasceu da nossa barriga mas sim do nosso coração e que daríamos a vida por ele, em qualquer momento, sem pensar 2 vezes.
A nivel se aceitação, acho que 100% das pessoas da minha família e amigos aceitaram o Eduardo como "igual", digamos assim, apesar de existirem algumas pessoas que eu sei que gostam muito dele, acho que é um querido mas nunca exatamente igual ao meu filho mais velho... Tenho uma tia que a 1ª coisa que perguntou quando lhe contei que tinha adotado, foi se ele era "clarinho" e diz imensas vezes que gosta muito dele mas o Dinis é que é o seu menino... Outra passa a vida a dizer que eu vou ter muito trabalho com ele, cada vez que faz uma birra ou mostra má, algo normal nas crianças, mas cujos comentários nunca são dirigidos ao mais velho.
E noutro dia descobri que o meu filho é um menino "diferente". Porque na escola do Dinis leram um livro sobre meninos diferentes e lá estava escrito que as crianças adotadas eram diferentes das outras e tínhamos de as aceitar bem, blá blá blá... O Dinis na sua inocência de criança, a quem sempre foi passada a ideia de que a adoção era algo tão comum e natural como beber um copo de água, disse logo que o mano dele era adotado... Vieram logo mães de outros colegas dele, que não sabiam, perguntar se era verdade e passaram a trata-lo com uma atitude quase paternalista.
Também me faz confusão quando leio ou vejo pessoas ofendidas quando lhes dizem que pode adotar, por terem problemas de fertilidade (como eu tenho). A adoção nunca deve ser uma alternativa mas sim um complemento. E deve ser uma decisão de comum acordo entre as duas partes envolvidas. Que me desculpem se vou ofender alguém com o que vou escrever, mas quem tem problemas para engravidar e não põe a hipótese de adotar ou acha que é um disparate alguém propor tal, não quer ser mãe, quer sim estar gravida. E existe uma diferença, eu bem sei pois apesar de amar o meu filho adotado EXATAMENTE da mesma forma e com a mesma intensidade que sinto pelo mais velho, gostaria de o ter sentido crescer dentro de mim, de lhe poder contar histórias de embalar onde lhe dissesse que este quentinho na minha barriguinha durante 9 meses...
Mas o amor é algo que nasce com o convívio, que cresce como uma flor, que se conquista. Amar os nossos filhos quando estão dentro da nossa barriga, sentir uma paixão imensa logo que eles nascem? Sim eu senti isso pelo Dinis mas existem muitas mães que não o sentem, que não tem afinidade pelos filhos, que só sente esse amor de mãe muito tempo depois de os filhos terem nascido, ou nem o sentem sequer...
Por isso acreditem, ser mãe do coração é tão bom como ser mãe biológica, faz-nos sentir realizadas da mesma forma e nem nos lembramos que esse ser lindo que existe nas nossas vidas não nasceu da nossa barriga mas sim do nosso coração e que daríamos a vida por ele, em qualquer momento, sem pensar 2 vezes.
















