Mostrar mensagens com a etiqueta amigos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amigos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de março de 2012

Até breve, meu amigo...

Tenho um amigo que é brasileiro e apesar de estar em Portugal à 22 anos, se apaixonou por uma moça no seu pais natal e resolveu regressar para lá.

Tinha habitação própria e como tal resolveu coloca-la à venda. Baixou um bocado o preço e teve a sorte de encontrar um comprador bem mais rapidamente do que pensava, por isso fico sem sitio para morar até poder regressar ao Brasil, pois existem coisas na vida que tem de ser feitas com pés e cabeça e não se pode largar tudo e ir embora de um dia para o outro.

Correu tudo bem e lá em casa era uma animação para os miudos, algo diferente como ter outra pessoa lá por casa, provocava uma euforia enorme eles, ainda por cima o meu hospede é uma pessoa divertida e bem disposta, que gosta de crianças e quase parece ter a idade deles, apesar dos seus quase 60 anos...

Mas o tempo passa no instante e chegou a hora de ele voltar ao seu pais. Organizamos um jantar de despedida com 30 amigos, onde reinou a boa disposição mas também alguma emoção. Fazer as malas, organizar coisas de ultima hora e chegou mesmo a hora do adeus. Na ultima noite na nossa casa, ele despediu-se dos meus meninos, com muito mimos e beijos, pois ia embora na manhã seguinte bem cedo. O Dinis estava com um ar perfeitamente descontraído e o Eduardo ainda é muito pequeno para perceber o que se estava a passar...

Quando o Dinis se foi deitar não adormecia, estava sempre a chamar-me e a dizer que queria falar comigo. Eu argumentava que já era tarde, se podia ficar para de manhã mas ele dizia que não. Fui ter com ele e perguntei se tinha algum problema na escola e ele respondeu que não, o problema era o nosso amigo ir embora. Desatou a chorar copiosamente e a dizer que gostava muito dele, que não queria que ele fosse embora...

Não foi fácil acalma-lo até porque o Eduardo começou a ficar nervoso também e só perguntava o que o mano tinha e o que eu lhe estava a fazer para ele estar a chorar. Tive de o levar para a minha cama e distrai-lo com conversas sobre a escola e os amigos até ele se acalmar e finalmente adormecer. Este meu filho é muito tímido e tem dificuldades em expressar os seus sentimentos e que não o conheça bem pensa que ele nem liga às coisas mas é extremamente sensível, quando se foi deitar deve ter começado a pensar melhor no assunto e toda a tristeza o invadiu...

Ainda bem que de manhã não estava acordado quando o nosso amigo partiu. Até eu chorei pois custar ver alguém de quem se gosta ir embora, depois de 5 meses connosco, criam-se laços que não são fáceis de quebrar. Ele vai voltar de férias ainda este ano com a namorada mas não é bem a mesma coisa. Será só por uns dias e deve ficar connosco um dia, se tanto.

Foi bom te-lo lá em casa e desejo-lhe as maiores felicidades do mundo, que corra tudo bem e que tenha uma vida muito feliz. E a pedido do Dinis vamos fazer um pé de meia para o ir visitar ao Brasil, que pelo andar da carruagem deve ser daqui a 20 anos   :)  Até sempre, meu amigo




terça-feira, 11 de agosto de 2009

A festa da terra dos avós

Só hoje vos venho contar as novidades do fim de semana porque ontem a máquina fotográfica não estava a querer colaborar...

Com o Verão a chegar em força (finalmente...) as festas das aldeias sucedem-se e a da terra dos meus sogros foi este fim de semana. E assim na 6ª feira metemo-nos ao caminho. O Dinis dormiu o caminho quase todo e por isso a viagem para ele foi mais fácil.

Ao chegarmos o Dinis queria ir logo para a festa, mas esta só ia ser no dia seguinte. "Falta tanto tempo..." - suspirava o meu filhote.

O sábado chegou num pulo e o meu filhote ajudou o avô a regar a relva do quintal, tem jeito, não tem?



O dia passou, a noite chegou e com ela a tão esperada festa. Como companhia teve 2 primos. Um tem 5 anos e desta vez já se deram bem. Isto porque também existe um mano de quase 2 anos e do qual ele tem um ciumes enormes. Quando ele nasceu, este priminho deixou de ser simpático, não queria brincar com o Dinis e nem o deixava mexer nas coisas dele... Haviam de ver como o meu menino ficou triste e sentido. O primo de quem ele falava muitas vezes deixou de fazer parte das suas conversas.

Agora voltou a vê-lo e já gostou mais da sua companhia e assim lá iam os 2 de mão dada. O mais pequenino ia no carrinho e o Dinis fazia-lhe muitas festas e enchia-o de beijos.

Quando chegaram adivinhem onde foram direitinhos???? Às rifas, claro! Pediam moedinhas a todos os conhecidos para comprarem rifas e lhes saírem aquelas coisas lindas que por lá andam...

Era dia de ranchos e estava muita gente ao pé do palco, de tal forma que os miúdos não viam nada e só mesmo as rifas os deixavam entusiasmados. Mesmo assim passava da meia noite quando regressamos e eles adormeceram.

A noite foi um pouco má porque o Dinis tossiu bastante. Não sei porque, em vez de os ares do campo o fazerem sentir melhor, parece que lhe dão mais tosse. Ou talvez seja porque a casa da minha sogra está muito tempo fechada, porque apesar de ela ter nascido no campo, não gosta nada de janelas abertas, diz que entram bichos, por isso a casa é pouco arejada...

Domingo chegou e mais um primo, que mora na casa ao lado, veio brincar com ele. Viraram a casa de pernas para o ar e a minha sogra sempre a correr atrás deles, para eles não estragarem nada...



Chegou a hora do regresso e o Dinis mais uma vez voltou a dormir pelo caminho de regresso. A tosse voltou a atacar nas noites seguintes. No Verão é sempre a melhor altura para as alergias do meu filhote mas este ano o tempo anda louco e isso tem-se reflectido também a este nível. Voltei a dar-lhe os anti-alérgicos que geralmente não lhe dou porque a praia e o tempo seco ajudam. Mas mete dó ouvi-lo tossir a noite toda. Tenho-lhe dado um xarope que ajuda, mas cria habituação e tem alguns efeitos secundários complicado, esta noite já não lho vou dar... Vamos ver como corre.

Beijocas dos desesperados por férias.....

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Amigos e mais amigos

Foi assim que o meu menino esteve nestes ultimos dias, rodeado de amigos e mais amigos, algums já conhecidos e outros novos mas que me parece que vão ser companheirdos de mais aventuras.

* 5ª feira

Na 5ª feira passada fomos a uma feira do livro que se estava a realizar junto do Palácio de Queluz. E como companhia tivemos a dona do blog Tartarugo e o seu filhote lindo. O meu filho estava super entusiasmado pois ia conhecer um menino com o mesmo nome que ele.

Passeamos, conversamos, vimos e compramos livros (um do Ruca para cada um dos meninos e o livro "Lua Nova" para mim) e ainda comemos saborosas farturas.

Gostei muito de conhecer a Paula, pois além de ser simpática, ainda temos muita coisa em comum, como o facto de os nossos filhos terem o mesmo nome e termos uma paixão por livros. Sem duvida uma amizade a fomentar e adivinham-se mais bons momentos partilhados.


Sábado

No sábado fui de manhã às compras com o Dinis e apanhei uma tremenda chovada quando ia com o carrinho das compras cheio até ao cima e o meu filhote sentado lá dentro. Só tive tempo de o tirar de lá e de o atirar para dentro do carro, para não se molhar muito. Quando cheguei a casa e ia a descarregar as compras mais uma chovada! Bem, acho que as nuvens me andavam a presseguir!

De tarde tive de ir trabalhar e lembrei-me de levar o Dinis. Falei com uma colega e amiga que estava a trabalhar também e perguntei se não podia levar a filhota dela também, que tem mais um ano que o Dinis (ele diz que é uma das namoradas...) para brincarem os 2.

E foi mesmo isso que ela fez. Foi uma tarde de brincadeira para os 2, que correram, saltaram, dizeram desenhos e brincaram aos pais e às mães... Bem, eles eram os pais e tinham 2 bonecos que eram os filhos. Ufa, ainda bem que o meu menino diz que só quer ter filhos quando tiver carro e trabalhar.... :) Deu para trabalhar e eles estiveram distraidos na brincadeira. Não queriam ir embora de maneira nenhuma e o meu até adormeceu no caminho para casa. A repetir quando não for trabalhar o dia inteiro.


Domingo

O domingo amanheceu chuvoso. Fiquei triste. Tinha combinado um encontro entre mamãs, papás, crianças e futuros papás do Grupo de Apoio de Lisboa da APF e era ao ar livre. O tempo decididamente não estava a ajudar nada.

Estava na duvida se havia ou não de ir mas como o ponto de encontro era perto da minha casa, acabei por ir. E ainda bem pois reencontrei 2 amigas que conheci devido à infertilidade. A parte boa desta doença é que se conheçe muita gente que provavelmente nunca se teria cruzado na nossa vida se não tivessesmos este problema em comum.

Adorei ver a Cristina, com a sua linda barriguinha. Desejo-lhe toda a sorte do mundo e claro que o receio de que algo possa estar menos bem está sempre presente na mente de quem tanto luta para ter um filho, mas a vida também tem boas surpresas e isso estava bem patente nas 3 crianças que brincavam no jardim, junto de nós.

Também gostei muito de ver a Margarida e principalmente de conhecer as suas 2 meninas lindas. A principio os miudos estavam todos timidos, como de costume, mas para o final já estavam mais à vontade e só mesmo a chuva veio quebrar o entusiasmo da brincadeira deles e das nossas conversas (conseguem ver a linda cor das calças dos nossos filhotes, sem duvida da cor sujo saudável).

Foi mesmo pena o tempo não ter ajudado e por isso ter estado tão pouca gente presente, mas o que estiveram divertiram-se e sem duvida que vamos marcar novo encontro lá para Setembro, esperando que o tempo esteja melhor, fica desde já aqui esta promessa.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Perder um amigo

Hoje venho falar-vos de algo que aconteceu comigo e que me deixou extremamente infeliz: perdi uma amiga. E quando digo isto, não foi que ela tivesse falecido, felizmente, mas deixou de ser minha amiga, pura e simplesmente e eu não compreendo porquê (bem, se calhar até sei mas nem quero acreditar). Sei que a vida dá muitas voltas e que nem sempre temos tempo e disponibilidade para estar sempre junto daqueles que mais amamos, mas coisas como a que vou contar, deixam-me muito infeliz.

Conheço-a à mais de 20 anos. Quando comecei a trabalhar, com 18 anos, ela já estava na empresa, apesar de ser mais nova do que eu. Como éramos as 2 quase ainda crianças, demo-nos bem logo no primeiro momento e eram uma espécie de mascotes da empresa, juntamente com outra colega, por sermos as mais novas.

Saímos juntas, partilhávamos imensas coisas, frequentávamos a casa uma da outra e sempre abri as portas da minha quando ela precisava, pois não se dava muito bem com os pais e por vezes ia dormir a minha casa, até a situação acalmar.



Arranjamos namorados amigos um do outro. Eu acabei por terminar com o meu, ela casou com o dela, supostamente um amor desde os tempos do liceu e que tinha perdido de vista por uns tempos. O casamento durou um mês.

Novo namorado, desta vez amigo do meu marido (na altura éramos namorados). Depois de muitos anos de relação conflituosa, terminaram. Ela disse que precisava de se afastar dos amigos que tinha em comum com o ex-namorado por uns tempos. Nessa altura ela estava estudar de noite, tal como eu já tinha feito, e tinha arranjado novos amigos na universidade.

Respeitei a vontade dela, mas fiquei triste por ela não ter ido ao meu casamento, um dos dias mais importantes da minha vida.

Ia ouvindo aqui e ali histórias pouco abonatórias sobre a vida que levava. Sempre por aqui e por ali, sem regras, com namorados que pouco interessavam, alguns mesmo violentos. Mas nunca me aproximei, pois ela assim o tinha pedido.

Soube por amigos comuns que estava gravida. Confesso que foi uma das pessoas que mexeu mais comigo ter engravidado antes de mim. Já tinha feito abortos anteriormente (que não condeno, cada um sabe da sua vida...) e o ultimo tinha corrido um pouco mal, por isso tinham-lhe dito que provavelmente não ia ser fácil engravidar. E ela não se prevenia muito por achar isso. E assim do pé para a mão, ficou gravida.

Nunca mo disse e vi-a 2 ou 3 vezes durante a gravidez, sendo que soube do nascimento da bebé através de outras pessoas. Parece que a criança fez com que ela ficasse com o pai da miúda, uma pessoa muito pouco recomendável, mas simpático socialmente, o qual conheci casualmente num jantar da empresa.

Quando a menina tinha uns 2 anos, uma amiga comum veio dizer-me que a minha "amiga" andava muito sozinha, não tinha ninguém por perto, que se dava mal com o companheiro e que precisava das verdadeiras amigas por perto, que tínhamos de a ajudar.

Confesso que hesitei muito. Ela estava longe de nós por opção, por isso se nos queria de novo na vida dela, deveria ter-nos procurado. Mas acabei por ceder. Abri-lhe de novo a porta da minha casa e o meu coração.

O meu filho nasceu. Ela esteve sempre por perto e foi ver-nos uns dias depois do Dinis ter nascido. Convidei-a para o baptizado do meu filho. Foi só um bocadinho à igreja, dando uma desculpa esfarrapada, mas disse logo que dava a prenda na mesma, como se fosse isso o mais importante.

Começou a sair quase exclusivamente com uma amiga comum e eu senti-me excluída, algo que eu odeio, é das piores coisas que me podem fazer, infelizmente sinto-o muitas vezes.

Mas continuava a dar-me com ela, apesar de ela começar a esconder-me que saia com a outra moça, como se fosse algum crime, se calhar pesava-lhe a consciência.

Tentei convida-la para o 1º aniversário do meu filho. Estava sempre ocupada para falar comigo. Quando finalmente a apanhei, numa aula de inglês que tínhamos em comum mas onde ela raramente ia, quando lhe disse que estava a precisar de falar com ela e nunca a apanhava, ela gritou comigo que era porque tinha muito trabalho (até parece que eu não fazia nada...), ao que eu lhe entreguei o convite sem dizer mais nada e lhe virei as costas.

Quando a minha mãe morreu, ela estava de férias e não poder ir ao funeral. Telefonou a chorar e disse que quando voltasse íamos as 2 almoçar e conversar um bocadinho. Estou à espera até hoje, 2 anos e 9 meses depois.

Praticamente deixou de me falar. Está a trabalhar com a direcção da empresa e deve pensar que eu sou rasca demais para ela. E esta semana passou por mim e pelo meu filho e até a cara ao lado nos virou.

Confesso que fico triste. Tenho muitos amigos e amigas, felizmente tenho sim, mas fico triste com estas atitudes. Nunca lhe fiz nada de mal, pelo contrário, sempre estive do lado dela quando ela precisou. Por isso fico infeliz com estas atitudes.

Desculpem este testamento com pouco interesse que para aqui vai mas sinto-me infeliz com esta situação. E apeteceu-me desabafar com vocês.


Nome do meu baby mais velho

Nome do meu baby mais novo