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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Padrinhos e afilhados - parte I - os afilhados e a afilhada



A Páscoa já lá vai, tendo sido por sinal excelente, devido ao tempo de verão que esteve mas já se foi.

E a Páscoa não é só tempo de amêndoas, ovos de chocolate e folares (tentações, só tentações) mas também de padrinhos, madrinhas, afilhados e afilhadas. E é sobre essas relações que me apeteceu escrever.

Hoje vou começar por falar sobre os meus afilhados. Tenho 4, 3 rapazes e 1 rapariga, tendo orgulho em todos eles, independentemente das suas situações de vida.

Vou falar de cada um deles, começando pelo mais velho e acabando no mais novo.

1º João Pedro - foi o meu primeiro afilhado e a realização de um sonho pois sempre quis ser madrinha. É filho de uma prima do lado do meu pai e um grande amiga minha. Um menino muito bonito e inteligente, neste momento com 19 anos, que se encontra neste momento no 2º ano de veterinária.

2º Pedro Filipe - filho de um primo meu do lado da minha mãe, foi uma boa surpresa saber que tinha sido escolhida para marinha e o meu marido para padrinho. Tem 18 anos e entrou este ano letivo para a universidade, um menino cheio de sentido de responsabilidade e muito esforçado.

3º Filipa - a minha menina, que vi crescer quase todos os dias, a quem mudei fraldas, dei comida e banho, pois a minha mãe tomou conta dela até ela ir para a escola. Uma princesa linda de 16 anos que deve por a andar à roda muitas cabeças de rapazes, filha dos padrinhos do Dinis, é como se fosse a filha que não tive.

4º Vitor - o mais novo de todos, com 13 anos. O que dizer deste menino? Fui madrinha por acaso, pois a pessoa convidada foi a minha mãe, mas ela, como se conseguisse ler o futuro, disse que já era velhota para madrinha e sugeriu que fosse eu e o meu meu marido. Neto e filho de vizinhas do prédio onde morei desde que nasci, tem uma família muito conturbada, tendo sido retirado à mãe pelos avós, que não conseguem ter mão, que está a entrar numa fase cada vez mais complicada. 

Todos eles são meus amigos no Facebook (excepto o João Pedro, que nunca aceitou o meu pedido mas também nunca anda por lá...) e eu dentro do possivel tento estar presente nas vidas deles, principalmente nas datas especiais, como aniversários, natal e Páscoa. Nessas datas, além da minha presença, sempre lhes dava qualquer prendinha, na Páscoa o ovo era sagrado, pois bem sei como os miúdos gostam de chocolate, mas sempre acrescentava mais alguma coisa, dependendo da minha situação financeira da altura o valor, algo que nem sequer é importante, pois acho que eles ficavam contentes com o que fosse.

Existe a tradição de os afilhados darem também algo aos padrinhos. Eu não sou particularmente materialista, por isso até podia ser uma única amêndoa, que eu já ficaria contente. E digo ficaria contente pois os meus afilhados nunca me dão nada na Páscoa. Nadica de nada.

Este ano então nem um único dos meus afilhados me desejou boa Páscoa. Nem uma visita, um telefonema, um sms, uma mensagem no Facebook...

Pode parecer um disparate, sei que eles gostam de mim e as datas e tradições tem a importância que lhes queiramos dar, mas tenho de confessar que fiquei um bocadinho triste. Acho que sou uma madrinha presente, dentro das minhas possibilidades e da minha disponibilidade mas se calhar errei em alguma coisa. Vocês recebem folares dos vossos afilhados? Ou a Páscoa é igual aos outros dias? Estarei a fazer uma tempestade num copo de água?

Sei que amanhã já me esquecia, que os vou beijar e abraçar como sempre fiz e espero fazer por muitos e longos anos, mas cá no fundo, ficou uma magoazinha...




terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Depressão

 
Não se sentia lá muito bem há uns tempos para cá. Uma vez senti-me meio a desmaiar mas pensei que era tensão. Em agosto comecei com  calores estranhos mas pensei que era a menopausa...

Quando fui à minha médica de familia em dezembro falei com a minha médica a cerca de me sentir por vezes muito ansiosa e ela receitou-me uns comprimidos para tomar quando me sentisse mais inquieta.

Uma 2ª feira acordei muito ansiosa mas fui resistindo a tomar a medicação, eu sou assim, espero sempre que passe e só em ultimo caso recorro a fármacos...

Mas não melhorava a sensação de angustia, doia-me o corpo, às vezes as costas ou os braços ou as pernas, achava que estava muito doente e ia morrer, que algo de terrível me ia acontecer, acordava a tremer como se tivesse muito frio...

Resolvi começar com a medicação uma 5ª feira e parece que o fim de semana não me senti mal de todo.

Mas na 2ª feira tive um ataque de pânico que me deixou de rastos. Mesmo com a medicação não conseguia acalmar e lá fui à médica... Foi-me diagnosticada uma depressão e comecei a tomar medicação para a ansiedade e para a depressão.

Eu, logo eu que, graças a Deus sempre fui saudável e pouco mais tomei de remédios do que quando tinha problemas de garganta ou infecções urinárias....
 
Estou a enfrentar alguns efeitos secundários, também aliados à depressa, como enjoos, tonturas, falta de apetite, mas tenho de pensar que é apenas o meu organismo a adaptar-se à violência da medicação .

Mas tem de ser, tenho de voltar a sentir-me melhor, a sentir-me eu, para poder seguir com a minha vida em frente e poder tratar dos meus filhos, do meu marido, da minha casa, do meu emprego convenientemente, estar com os meus amigos, as pessoas de quem gosto e desfrutar plenamente disso.

Já pensei que tenho de mudar algumas coisas na minha vida ou pelo menos tentar. Pensar mais em mim, ter mais tempo para mim, respirar mais vezes fundo e aproveitar o que de bom a vida me dá e desvalorizar as coisas menos boas. Espero ainda ir a tempo, com 44 anos de vida.
 
Comecei à pouco tempo e sei que são medicamentos que demoram imenso tempo a fazer efeito, que são tratamentos longos, de meses, por vezes de anos... mas confesso que como me sinto tenho receio de não conseguir dar a volta ao assunto. É um pensamento negativo e que não posso ter mas por enquanto não consigo evitar de o ter...


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Lisboa, a cidade onde eu nasci

Nasci em Lisboa, na Maternidade Alfredo da Costa, tal como uma determinada geração de lisboetas. Lá vivi até aos 26 anos, idade em que casei e tive de abandonar a minha cidade natal.

Gosto do sitio onde moro agora mas o meu coração está sempre em Lisboa. Sou muito citadina, gosto do barulho, da animação, do corre-corre, de ter tudo à mão... Um dia destes li num blog que Lisboa era mal-cheirosa e fiquei triste... Não digo mal de outras cidades, de outros sitios, de outros locais, pois todos tem os seus encantos e coisas menos boas, por isso fiquei desagradada com o que li e que apesar de ser uma mera opinião (bastante pobre de espírito, devo acrescentar) ne fez ficar com vontade e enaltecer a minha cidade.

Eu amo a cidade que me viu nascer e um dia destes, enquanto aguardava a hora para ir a uma consulta médica, resolvi tirar uma fotos, pois o dia estava lindo e prometia fotos bonitas, mesmo que tiradas com o telemóvel  :)  E elas aqui estão...










Digam lá se não é linda a minha cidade.... e quanto a cheirar mal, a dor de cotovelo é muito feia!!!!   Lol

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mudanças no mundo dos blogs

Lá fui fazer mais uma limpeza aos blogs que leio, visito e comento regularmente. Mais uma montanha deles que desapareceu ou deixou de ser atualizado... Tenho pena dr constatar que apenas meia duzia dos blogs que seguia e gostava inicialmente se encontram em atividade. E não vou aqui dizer quais são, com medo de me esquecer de algum mas vocês meninas que me leêm, sabem bem quem são   :)

De facto o mundo está em constante evolução e os blogs não escapam a esta correria em que andamos no dia a dia. Neste momento parece que apenas tem saida os blogs a que eu chamaria de egocêntrico, ou seja, aqueles que publicam mas nunca visitam os outros ou deixam comentários. Tenho alguns na minha lista de blogs mas acho que vou criar uma pasta à parte para os colocar.

Pensei muito antes de postar aqui novamente. Gosto de escrever, de abrir o meu coração, se contar como me sinto e o que penso. Gosto que me leiam, que comentem, que concordem ou discordem mas custa-me publicar post's em que apenas tenho 4 ou 5 comentários. Sei que parece um disparate, ao fim e ao cabo se eu tivesse um diário escrito à mão, como tive na minha adolescência, ninguém o iria ler, mas aqui acaba por ser uma partilha de experiências e sim, sou egoísta o suficiente para gostar que me leiam e apreciem o que leem.

Muitas vezes me interrogo se vale a pena continuar com o meu blog, se não me devo dedicar apenas ao Facebook, da qual sou igualmente uma fervorosa adepta. Mas depois penso em vocês, poucas mas fieis leitoras, que apesar de na maior parte dos casos me seguirem também no Face, me vem visitar e deixar mensagens de carinho. Penso em mim, como muitas vezes me sabe bem abrir a alma aqui. E vou ficando, e vou postanto, indo na maré mas não aderindo à moda dos blogs egocêntricos, só não visitando os vossos cantinhos todos os dias por falta de tempo inerente ao trabalho que é cada vez mais mas cada vez mais mal pago e pela atenção que devo e gosto de dispensar aos 2 pestinhas que tenho lá em casa.

Fará sentido o que eu aqui escrevi? Não sei, mas cá vou continuando, a ler-vos e a ser lida, apenas de cada vez menos...


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Setembro, mês de recomeços

Setembro, mês de regresso ao trabalho, à escola, à rotina... Quando eu era criança ainda era mês de férias, de facto era o meu principal mês de férias, pois era neste mês que saimos de casa e iamos passar uns dias na terra da minha mãe (zona de Abrantes) ou do meu pai (zona da Serra da Estrela). Nessa altura as aulas só começavam em outubro, por vezes lá para o meio mas agora é um mês em que tido recomeça. E os nossos são assim:

- o Eduardo ficou na mesma escola e com a mesma professora. Mudou de sala, para a dos 4 anos e não gostou nada. Ele é uma criança que gosta muito de rotinas, de saber com o que vai contar e não achou sequer piada a ter colegas novos. Parece que de qualquer forma começou o ano mais solto, mais falador (cá em casa não se cala mas lá fala pouco). Fiquei feliz por ter a mesma educadora que é uma querida e gosta muito dele. Ainda o inscrevi de novo no jardim de infância do estado e à frente dele ficaram 38 crianças, mas vai abrir uma sala nova no agrupamento e se calhar até o conseguia por lá, mas não é na escola do irmão e para andar a correr de um lado para o outro, mais vale ficar neste. A vantagem era o preço mas vamos fazer o sacrificio mais um ano, até porque a mensalidade baixou devido ao dinheiro que "roubaram" a mim e ao meu marido nos nossos salários.

- o Dinis foi para o 2º ano. Mesma escola, mesma professora, mesmos colegas. Mudanças no CAF, esperemos para melhor pois não achei nada de especial o ano passado, era uma espécie de depósito de crianças, ali amontoadas à espera que os pais chegassem. Grande confusão no inicio do ano, horário de atividades ainda não existem apesar de as aulas terem começado na 6ª feira, o ano passado estava tudo bem mais organizado e a tempo. Vamos ver como corre este ano lectivo para o meu pequeno Einstein   :)

- os pais também regressaram ao trabalho, mesmo empregos, mesmo chefes, mais trabalho, mais problemas, menos dinheiro... a vontade de trabalhar é minima, pensar que quando chego ao fim do m~es tenho de contar os euros para ver se posso cortar o cabelo ao Dinis ou fazer a depilação é triste, muito triste. Trabalhar quase 25 anos e em vez de melhorar a vida vê-la a andar para trás. E o que vem ai é muito muito pior. Eu não percebo nada de politica nem de economia mas tenho o sendo comum do vulgar mortal e acho que não é assim que se motivam as pessoas, não é assim que se entra de novo no mercado, se criam competitividade... Sinto-me triste, desmotivada e sem prespectivas de futuro. Não peço para ser rica nem milionária, apenas peço para ter direito à vida que acho que mereço, por ter sido sempre honesta e cumpridora, nunca ter roubado ou desviado nada, cumpri com as minhas obrigações, pagar sempre os impostos até ao ultimo cêntimo, não receber subsidios nem apoios que não me são devidos... Será que é pedir muito poder comprar um carro ao Eduardo quando ele pede e um livro ao João? será que é pedir muito poder ir comer fora de vez em quando sem ser ao McDonalds? Será que é pedir muito poder levar os meus filhos a passar férias a um sitio diferente da nossa casa? Será que é pedir muito poder comprar uma roupa, um livro, um DVD sem ficar a pensar que para isso não posso almoçar no dia seguinte?????


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Limpeza de blogs e privatizar

O meu blog já tem alguns aninhos e apesar de algumas vezes mais ativo que outras, vou tentando mantê-lo vivo e atual. Gosto de escrever e sinto-me bem a desabafar aqui, tanto as coisas boas da minha vida como as menos boas. Sou uma pessoa timida, apesar de não parecer e não gosto de andar a chatear as pessoas com pormenores da minha vida. Sei que é um disparate mas para mim torna-se mais fácil escrever aqui do que falar pessoalmente sobre tudo o que me atormenta. E claro que também gosto de partilhar o que a vida tem de bom, pois nem tudo é mau...

Fiz por aqui muitas amigas virtuais, que provavelmente nunca se vão tornar reais, até porque eu devo ser melhor amiga virtual que real, pois poucas pessoas que conheci ao vivo e a cores se tornaram minha amigas (algumas até pareciam que iam ser, mas depois afastaram-se...). Mas a pouco e pouco os blogs que nasceram a cresceram juntamente com o meu foram desaparecendo ou foram sendo privatizados sem me convidarem... Alguns tiveram morte anunciada outros pura e simplesmente deixaram de ser atualizados, como se a vida tivesse parado ali e ficado suspensa, sem evoluir... Sei que o Facebook é também responsável por este fenómeno, de qualquer forma acho que uma coisa não invalida a outra...

Claro que fui conhecendo novos blogs, alguns dos quais me prenderam incondicionalmente, mas os mais antigos que foram desaparecendo deixaram-me saudades, de tal forma que tenho uma pasta de "blogs em pausa" com esperança que de repente ressuscitem e voltem à vida efervescente que antes lhes conheci.

Se qualquer forma mais uma vez fiz uma limpeza aos meus blogs da blogline, os que não tem atualização, adeus e vai embora...

Mas estou a pensar seriamente em privatizar. Sei quem me visita, sei que faz comentários, tenho aqui toda a minha vida, fotos dos meus filhos, se calhar deveria resguardar-me um bocadinho, apesar de eu saber que alguém mais experiente em informática daria a volta ao assunto num instante, sendo que eu sou absolutamente insignificante para alguém se dar a esse trabalho...  :)

O único senão no privatizar é que a mim me irrita não conseguir ver diretamente nos links que tenho no meu blog se aquele foi atualizado, tendo de o abrir para saber. E parece que tenho um nº limite de convites que posso fazer, certo? Quem já privatizou, pode dar-me uma dica sobre isto???

Outra coisa que me leva a pensar nisto foi que tive uns problemas no emprego por algo que publiquei no Facebook (não aqui mas no fundo a exposição é a mesma...). Não vejo nada de mal, não me arrependo de o ter feito mas esqueço-me que existem pessoas mal intencionadas no mundo e que pegam em tudo para nos fazer mal. Por isso parece-me a altura certa!

Brevemente virei aqui pedir os vosso mails para mandar os convites e por enquanto aproveitem para saber o que ando a fazer   :)  E quem não passar por aqui, das minhas fieis seguidoras, não se preocupe que eu vou à procura de vocês, pois não se livram de mim assim tão facilmente!!!!

(o meu blog, claro....)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sugestões ao nosso governo

Depois de ler e ouvir noticias como estas

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=57095

http://www.esquerda.net/artigo/bruxelas-admite-fim-dos-subs%C3%ADdios-de-f%C3%A9rias-e-de-natal/22596

http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/317399-governo-nega-o-fim-do-subsidio-de-ferias-e-de-natal-admitido-por-bruxelas

não posso deixar de dar algumas sugestões a este governo que tanto tem feito pela igualdade dos direitos e deveres de TODOS os trabalhadores...

A minha sugestão é que se acabe com o pagamento de salários a todos os funcionários públicos, inclusive o 1º ministro e o 1º da republica ou quem eles pensam que são?????

Depois acorrentar-se as pessoas aos seus locais de trabalho e de vem em quando alimentavam-se com umas migalhas, pois não podem ficar gordos senão não trabalham nem podem morrer pois o pais precisa de funcionários públicos para avançar...

Leram bem, o pais precisa de funcionários públicos para produzir, para avançar, para sobreviver... ou então privatizem tudo o que está ligado ao estado e ficamos todos em pé de igualdade. Porque isto de uns serem filhos e outros enteados já começa a cansar. Qualquer dia ficam é sem trabalhadores nenhuns, a não ser os calões e idiotas, pois a malta acaba por seguir o conselho sábio do governo e ir trabalhar para outros países. Eu não queria nada ser o rato que abandona o navio quando ele está a afundar mas cada vez mais essa prespetiva me parece valida. Mas tenho pena, tenho muita pena pois gosto deste pais à beira mar plantado...

Só que cada vez mais o futuro parece cinzento. Cada vez me sinto menos reconhecida, que o meu trabalho não tem valor, que sou igual a qualquer idiota ou preguiçoso que por aqui anda a esfregar o rabo pelas paredes e não faz nada... Ou igual aos que chegam ao emprego, picam o ponto e vão beber copos para a tasca da esquina ou ao cabeleireiro...

Mais uma vez o elo mais fraco é o sacrificado. E acho engraçado que tivesse fica espantados com a redução nos imposto (a malta foge ainda mais do que o normal e o volume de negócios diminui...) e no consumo (sim, sim, estavam a imaginar que nos cortam nos salários e nos subsídios e que continuávamos a gastar de forma igual???).

Mas afinal a malta que está no governo tirou o curso aonde? Não é preciso ser economista para saber que menos dinheiro = a menos consumo = menos impostos...

E ainda vai ser pior, sempre quero ver como vai ser o período de férias ou a altura do natal... Estão a pensar que a malta vai de férias na mesma??? Os ricos sim, que a crise não os afeta pois foram eles que a provocaram e ainda se aproveitam da mesma. E o natal, que vamos comprar prendas para toda a gente, mesmo sem subsidio de natal???? Vão sonhando vão... vivemos numa sociedade de consumo e se a vida vai mudar, muita gente vai ter de voltar a cavar a terra, como no tempo dos meus avós...

E as alterações ao código do trabalho???? Agora é que vai ser uma festa para os patrões, pagar menos, despedir por dá cá aquela palha, indemnizações mínimas...

E a redução nos montantes dos subsídios de doença e maternidade??? Confesso que até tenho medo de ficar doente, pois se tal aconteça, deixo de comer... E ter filhos, só se for por acidente ou irresponsabilidade, com as facilidades que querem dar, bem que a nossa população vai envelhecer e não vão existir pessoas suficientes nas novas gerações para suportar os encargos dos velhotes (ou seja, nós!!!)

Se estou cinzenta e a ver tudo pelo lado negativo? Estou sim mas pois à muito tempo que não recebo uma boa noticia. Ainda só vamos em abril e este ano não teve nada de positivo ainda, só más noticias, só problemas, só coisas a correr mal...

Deus sabe que preciso de uma boa noticia rapidamente para me levantar a moral...

(olhem eu aqui furiosa, com vontade de bater em alguém...)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Cansada, muito cansada...

Já ouvi dizer que quando a vida nos corre mal, até os cães nos fazem xi-xi em cima e realmente daqui a pouco só falta isso...

Como toda a gente está cansada de saber, trabalho na função publica. Não por opção, pois quando comecei a trabalhar assinei um contrato individual de trabalho com uma instituição publica, que à 3 anos atrás foi fundida com mais 2 entidades do estado, passando a exercer na função publica. Podia ter saído? Pois podia mas a crise já estava chegar... E atenção, para quem vai escrever aqui que não me podem despedir, tal não é verdade, pelo estatuto que tenho posso ser despedida e não posso ir para a mobilidade...

Pouco depois de me ter casado (vou fazer 16 anos em junho...) surgiu a oportunidade de comprar uma casa, a casa dos meus sonhos! Era através de uma cooperativa de habitação e começamos a dar dinheiro todos os meses, as nossas poupanças iam direitinhas para a nossa futura casa. Depois de várias vicissitudes e atrasos à 3 anos atrás lá fomos morar para a casa nova. Tão bom acordar com o canto dos passarinhos, respirar o cheiro dos eucaliptos quando abrimos a porta de manhã, ver bandos de crianças a brincar na rua como no meu tempo... é isto que eu quero para mim, é isto que eu quero para os meus filhos, será pedir muito?????

A crise chegou e com ela o ano passado cortaram-me o salário a mim e ao meu marido. O subsidio de natal foi apenas recebida uma parte (como a maioria das pessoas...). Este ano a situação piorou. Salário continua cortado, subsidio de férias e de natal retirados injustamente, porque não é para toda a gente como o ano passado, o meu trabalho é menos que os das empresas particulares, eu contribui mais para a crise???? (eu e o meu marido trabalhamos no mesmo sitio) Para "ajudar" tinha a minha casa anterior arrendada (não a consegui vender, bem queria...) e a senhora que lá estava deixou de pagar. Pior ainda, tinha um subsidio de chefia que também me foi retirado...

Chegou ao fim do meu mês de trabalho com meia dúzia de euros na conta. Não compro roupa, nem extras a não se para os miúdos. É quase só casa-trabalho, trabalho-casa. Sinto a minha vida a andar para trás, sinto-me a perder tudo o que ganhei com o suor do meu rosto, com o esforço do meu trabalho... Tenho medo do futuro e sinto-me com muito pouca esperança. Estou cansada de pagar pelo que não fiz, de ser honesta e ver os ladrões e aldrabões saírem sempre bem e eu contar os tostões ao fim do mês...

Podia ser pior? Claro que podia, podia estar desempregada, podíamos não ter saúde (o meu marido já se anda a ressentir, com a tensão alta...) podia não ter os meus filhos na minha vida, podia não ter amigos... Sei bem o que é não ter dinheiro, o que é não saber se tenho para comer amanhã, não ter uma peça de roupa nova durante anos (comprei a minha 1º peça de roupa nova com 18 anos, quando comecei a trabalhar, de resto era tudo em 2º corpo ou a minha mãe que fazia...). Não é essa vida que quero para os meus filhos, de passar necessidades, de contar os tostões (que agora são cêntimos).

Não posso deixar-me ir abaixo, sei que sou o pilar da minha família, do meu marido, dos meus filhos... Tenho de sorrir quando me apetece chorar e contar até 10 quando não tenho paciência para os meus filhos e dar-lhes beijos e mimos em vez de ralhar com eles... mas não é fácil...

Isto é um desabafo,  este meu blog fala das coisas boas da minha vida, os meus filhos mas também me ajuda a deitar cá para fora o que me vai na alma.

E para que não seja tudo cinzento neste blog, desejo-vos uma boa Primavera, que o renascer da Primavera nos traga também o renascer da esperança num futuro melhor








terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sobre tudo e sobre nada...

Hoje apetece-me escrever aqui mas não tenho nenhum assunto em especial para contar, por isso vou escrever o que me passa pela cabeça...  :)

1º
No domingo fizemos a árvore de Natal lá em casa. Costumamos fazer no 1º dia de dezembro mas a pedido de várias famílias (leia-se filhotes) fizemos mais cedo. Não foi fácil pois era eu e o Dinis a colocar os enfeites e o Eduardo a tirar... Mas por fim lá ficou esta obra de arte, cuja responsabilidade é em parte dos meus meninos  :)




2º

Na 6ª feira o Dinis foi na sua 1ª visita de estudo com esta escola e foram ao hospital da bonecada. Tinham de levar um boneco para poder ser devidamente tratado e na foto está o boneco que ele levou e que regressou a casa devidamente "tratado" com uma ligadura na cabeça e uma fita vermelha no pulso, de atendimento prioritário  :)


3º
Este ano os habituais jantares de natal vão ser escassos. Costumo andar a correr de um lado para o outro e no mínimo ter meia dúzia de jantares desse género, entre colegas e amigos mas acho que este ano não vai haver mesmo nada. É a crise, mas confesso que tenho pena pois gosto muito destes convívios. A solução seria fazer jantares caseiros mas nem todas as pessoas tem confiança suficiente para o fazerem.

4º
Em relação ao meu post anterior gostaria de dizer que não gosto que me façam comentários anónimos sem se identificarem. Alguém me colocou um link para um artigo em que aparece como anónimo. Ponham um nome, por favor, pois de outra forma os comentários para mim não tem sentido. Pode ser o Zé ou a Maria, mas gosto de chamar as pessoas pelo nome. Podem dizer-me para não permitir comentários anónimos, mas sei de muitas amigas que comentam e que apenas o conseguem fazer dessa forma...

5º
Ainda sobre o post anterior digo-vos que apenas escrevo sobre o meu percurso de vida para saberem que não sou uma pobre menina rica (infelizmente...) pois sei bem o que é viver sem ter dinheiro quase nenhum. Sei o que é não ter quase nada, a nossa sorte, minha e dos meus pais, foi que sempre moramos em casa de uma tia e como a minha mãe tinha muitos irmãos no campo, a batata e a couve não faltavam lá em casa. E não havia Banco alimentar contra a fome nem RSI e reformas era algo que começava  despontar.

Quis mais na vida, quero dar aos meus filhos o mesmo amor e carinho que os meus pais me deram mas não quero que eles passem a nivel financeiro o que eu passei. Estudei, lutei pela vida, nunca desisti de nada na vida e sinto-me impotente para lutar contra estas injustiças que vejo no dia a dia. Há gente pior que eu? Claro que sim, também nunca quis o pódio da mais desgraçada, pelo contrário... Se tenho pena dessas pessoas? Claro que sim, tenho tantos amigos nessas condições que só se fosse completamente insensível pensaria o contrário... E isso significa que me devo resignar e ficar muito caladinha com o que me estão a tirar que é meu por direito, porque trabalho para o ter??? Não me parece!!! E já agora, já que greve não é solução que devo fazer para mostrar o meu descontentamento??? (pacificamente claro, que eu cá não quero confusões...) Sugestões aceitam-se...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Publico versus particular

Já a minha avó dizia: "Dividir para reinar..." e é isso que sinto no nosso pais neste momento. Em vez de unir as pessoas neste momento de crise, o sr primeiro-ministro e os seus capangas dividiram o pais entre o sector privado e o publico.

Sinto isto cada vez que estou à conversa com amigos. Como eu e o meu marido trabalhamos no publico, vem logo dizer que temos muitos privilégios, que ganhamos muito, que há gente a mais... Que engraçado, trabalhamos no publico à alguns anos (durante muito tempo eramos uma instituição publica mas com capitais privados) e nunca ninguém se lembrou de fazer comentários sobre este assunto... só depois dos idiotas que estão no poleiro virem com conversas de treta, parece que tudo o que é mau é culpa da função publica... Suponho que até o tempo é culpa nossa, ou o degelo do Polo Norte...

Confesso que estou cansada desta conversa mas imagino que o intuito de tudo isto seja mesmo desviar a atenção de nós pobres trabalhadores pagadores de impostos, seja do publico, seja do privado, que é, de que é a culpa da crise...
Sim, nós também temos culpa. Quando aceitamos que nos paguem menos para a entidade patronal declarar menos mas dando-nos o resto do vencimento de formas alternativas, quando dizemos que somos mães solteiras quando o pai dos nossos filhos mora lá em casa, simplesmente não é casado connosco e por isso recebemos subsídios aos quais não deveríamos ter direito, quando recebemos RSI porque nos sabe melhor ficar no café a fumar um cigarrito porque trabalhar cansa...

Todas as pessoas que tem este tipo de mentalidades são culpadas do estado do nosso pais... mas não são elas as principais acusadas. Os nossos dirigentes que com a sua gestão negligente, com o favorecimento dos seus amigos e outras aldrabices que tal, transformaram o nosso pais na tristeza que é hoje. E agora eu e vocês que estão ai desse lado é que temos de pagar a crise????

Onde está a culpabilização dos gestores que desviaram milhões, que roubaram, enganaram? Já viram algum??? O Isaltino continua em liberdade, o Duarte Lima foi preso mas deem-lhe 2 ou 3 dias que já vem cá para fora (não me venham com tretas que alguém de origem pobre tem o dinheiro que ele tem sendo trabalhador honesto...) o João Jardim que vai gastar 3 milhões de euros em enfeites de natal e fogo de artificio e adjudicou à empresa de um amigo, o Sócrates que com o seu nariz empinado está agora de "férias" em Paris depois da mãe dele ter comprado uma bela mansão ganhando pouco mais que a reforma minima... 

Esta malta e muito mais é que devia pagar a crise!!! Toda a gente sabe estas coisas e ninguém faz nada???? Mas onde é que está a justiça deste pais, deste mundo??? Eu confesso que a maior parte das vezes nem quero saber pois fica sempre tudo em águas de bacalhau, nada acontece aos corruptos, aos bandidos, aos ladrões????

Fico doente com estas coisas e infeliz também. Chego a questionar-me sobre se ser honesto é bom ou mau. Dizem-me que pelo menos durmo descansada mas quer-me cá parecer que esta cambada também dorme descansadinha e ainda por cima em hotéis de 5 estrelas.

Não sei que vida e tipo de sociedade vamos deixar aos nossos filhos e isso preocupa-me bastante. Eu sei o que é viver quase sem um tostão no bolso, ter apenas a roupa e os sapatos em 2º ou 3º corpo/pé, ter meia dúzia de brinquedos que me eram oferecidos com muito sacrifício mas valiam por 200 de agora. Mas tive muito amor e carinho e se me perguntasse que queria trocar, sem duvida diria que não. Só que eu n~em sequer sabia o que era ter e por isso não me fazia falta...

Por isso não interessa se somos do publico ou do privado, já falei disso aqui, sinto-me roubada, rebaixada, achincalhada. Vamos tentar fazer alguma coisa para melhorar este pais, que não seja roubar aquilo a que os trabalhadores tem direito!!!!

PS - E se os anónimos que vem aqui deixar comentário se identificasse? Podiam ser Zé, António ou Maria mas gosto de chamar as pessoas pelos nomes... E já agora, contem a vossa história como deve ser, digam-me a vossa formação profissional e à quanto tempo trabalham (sim que eu também ganhava 50 contos quando comecei a trabalhar à 23 anos... Obrigada!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Como estamos a educar os nossos filhos...

Um dia destes, quando fui buscar o Dinis à escola, uma das auxiliares que estava a tomar conta das crianças (por sinal a que acho menos simpática...) começou a falar sobre o meu filho. Disse que ele agora já batia e brigava com os outros e que a maior parte das vezes o fazia pela calada. Que quando foi para lá até o achava estanho por não fazer essas coisas mas que agora já as fazia e bem.

Confesso que não gostei do tom de voz dela. Conheço bem o meu filho, é uma criança muito pouco agressiva e faz tudo para evitar conflitos. Quando era mais pequeno e alguém queria brigar com ele, fugia. Quando foi para a escola disseram-lhe que não devia bater nos outros meninos mas sim dizer às professoras e auxiliares. Só que elas não ligavam e os outros meninos chamavam-lhe queixinhas. Começou a defender-se. Mas como não o sabia fazer, viam-nos sempre a bater nos outros e era ele que pagava as favas, os outros diziam que não tinham sido eles...

Realmente acho que o meu filho mudou... Infelizmente... Teve de mudar se não queria ser o bobo da corte. Teve de aprender a defender-se, teve de passar a fazer as coisas de forma a tentar passar despercebido. Se calhar não faz muito bom trabalho porque nunca o ensinei a ser assim, vai contra os princípios que lhe ensinei, não bater, não maltratar, não ligar às provocações dos outros... Se ele tem de ser assim é porque a sociedade onde vivemos está mesmo muito mal...

Ele é uma criança muito sensível, gosta de defender os mais fracos e mais novos, não gosta de ver os outros maltratados, não gosta de brincar às lutas e guerras. Dai ter muitas meninas como amigas porque as defende e ajuda quando precisam... É preciso pessoas como ele no mundo em que vivemos mas nem sempre é fácil ser assim, facilmente são corrompidos, facilmente tem de mudar de atitude...

Por isso me faz pensar e muito na educação que estamos a dar ao nossos filhos, no que eles vão ser quando crescerem.

Não é fácil educar as crianças e quem diz que sim, não deve ter filhos de certeza. A minha humilde opinião é que já nascemos com a nossa personalidade. Claro que nós pais podemos e devemos educa-los por forma a serem uns bons elementos para a nossa sociedade mas não é mesmo nada fácil!

Tento que não liguem a marcas, que não liguem a diferenças, que não excluam os outros por serem diferentes de alguma forma, mas e as outras pessoas que os rodeiam???

Fiquei muito feliz quando o Dinis, com 3 anos, falava de um amiguinho da escola que era mulato e eu disse se era o menino que era mulatinho e ele não conseguiu identifica-lo pois a cor da pele para ele não fazia diferença. E quando fomos uma vez à natação e estava lá uma senhora sem uma perna e ele perguntou porque a senhora era assim e eu expliquei que ela devia ter tudo uma doença ou um acidente e ficou assim. Ele só me olhou com os seus olhos grandes muito aberto e perguntou. "Mãe e ela é feliz assim????"

Mas quando ele me diz que os meninos lhe dizem que ele é bebé porque usa roupas e sapatos da Chicco, ou que é mariquinhas porque levou para a escola um polo com riscas cor de rosa ou uns sapatos que tinham uma flores fico a pensar qual será o futuro desta sociedade, onde ainda se discriminam as pessoas pelo tipo e/ou cor de roupa, pela cor da pele, pelas diferenças que existem e estamos sempre a anunciar na tv, radio o outros meios que tem de acabar, mas é só da boca para fora, porque depois educamos as crianças de forma a que para elas, desde os 5/ 6 anos, essas diferenças já sejam importantes...

Não é fácil educar um filho.... Foi só um desabafo, porque me preocupa o futuro dos meus filhos e o meu também, que eles são a sociedade de amanhã, quem vai organizar tudo, quem vai mandar no mundo, se calhar temos de os preparar melhor.... Não é fácil!!!!


Nome do meu baby mais velho

Nome do meu baby mais novo