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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Para a minha prima bombeira


Era prima direita do meu marido. Não dera daquelas que eu via mais vezes nem com as quais tinha mais afinidades mas sempre que a encontrava estava bem disposta e animada, apesar de a vida nem sempre ter sido amiga dela.

Amou e separou-se. Foi quase mãe e perdeu o filho quase no final do tempo de gestação. Teve vários empregos, comprou a sua própria casa, ajudava os pais principalmente por ter uma mãe que teve um AVC à 2 anos e desde essa altura praticamente não sai da cama. Sempre a conheci como bombeira e o seu coração era fiel a esta profissão por vocação.

No sábado um acidente levou-lhe a vida. Ia num carro tanque cheio de água cujo motorista perdeu o controlo, foi cuspida da viatura e tudo acabou ali. Ela sempre disse que adorava ser bombeira e que daria a vida por isso e assim foi...

Tinha 46 anos e uma vida ainda pela frente. O seu funeral foi o mais que já vi, com dezenas e dezenas de bombeiros, policias, pessoas da proteção civil, a presidente da câmara municipal de Abrantes, o Ministro da Administração Interna... Mereceu cada homenagem que lhe foi feita, não merecia a forma como morreu e tão cedo. De qualquer forma foi no cumprimento da sua missão de ajudar o próximo e sem duvida que se ela pudesse escolher, seria assim que partiria.

Até sempre, Paulina Pereira

quinta-feira, 3 de março de 2011

Os meus sogros

Nunca fui grande fã dos meus sogros. São pessoas completamente diferentes de mim e enquanto a minha mãe foi viva, sempre que era necessário alguma coisa, era ela que ajudava, sem ser sequer preciso pedir-lhe alguma coisa.

Nem todos podemos sentir afinidade com toda a gente mas eu fui fazendo o que podia e engolindo todos os sapos e mais alguns, pois são os pais do meu marido e os avós dos meus filhos, mesmo achando que a maneira como eles levavam a vida deles não tinha praticamente nada em comum comigo.

Quando fiquei gravida o comentário que o meu sogro fez foi: "Espero que não tenha trocado o frasco...". Durante a gravidez do meu filho, a minha sogra foi a única pessoa que foi desagradável comigo e me fez chorar.

Quando a minha mãe faleceu gostava muito que eles passassem a ser para mim como uma 2ª mãe e um 2º pai mas nada disso aconteceu, da parte deles nunca tive grandes ajudas, especialmente da minha sogra.

Ao comunicarmos que iamos receber o Eduardo os meus sogros foram as únicas pessoas da família que não ficaram felizes e até comentaram: "Nem sabem no que se estão a meter!".

Ao acabar a nossa licença de maternidade, ainda tínhamos um mês e meio até às nossas férias e não sabíamos onde colocar o Eduardo, mas o meu marido lá falou com os pais e a 1ª coisa que a minha sogra disse foi logo que não podia ficar com ele pois tinha de ir à terra tratar da horta... Mas o meu sogro lá lhe deu a volta, acabando por ficar com o menino, o que fez com que criassem uma ligação mais especial com ele.

Vai fazer este domingo 15 dias que tínhamos combinado ir almoçar cozido à portuguesa a casa deles. Mas pela 1ª vez desde que tenho 2 filhos, toda a gente dormiu bem e acordamos tarde. Disse ao meu marido para ligar aos pais a dizer que íamos mais tarde e assim a minha sogra podia atrasar um pouco o almoço.

Chegamos um minuto antes da hora combinada e a minha sogra começou logo a gritar connosco, que não comia desde as 9h 30m da manhã ao que nós respondemos que podia ter comido, pois claro, quando as refeições se atrasam um pouco petiscamos sempre pão ou fruta lá em casa. Ainda gritou mais a dizer que na casa dela fazia e dizia o que lhe apetecia e que nós tínhamos de ouvir... Eu disse que então se calhar era melhor eu comer na minha casa ao que ele respondeu que não queria saber, pois eu não fazia falta nenhuma!!!

Desculpem lá mas a paciência tem limites, eu por mim tinha agarrado nos miúdos e vinha-me embora, mas o meu marido pediu e eu lá fiquei, num almoço fantástico com o ambiente de cortar à faca.

Na 5ª feira seguinte, quando o meu marido me disse que a mãe tinha ligado para irmos lá jantar eu disse que não ia, que fossem eles os 3, mas que eu só voltava lá quando ela me pedisse desculpa pode ter sido tão mal educada comigo, pois eu só gosto de ir a sítios onde me sinto desejada, não gosto de impingir a minha presença a ninguém... O meu marido concordou e quando ligou à mãe a dizer isso, ela disse que ou iam todos ou não queria nenhum lá em casa! Meu Deus, será que se pode ser mais desagradável???? O meu marido é filho único, damo-nos bem um com o outro por isso os meus sogros até deviam estar felizes por ao fim de 15 anos de casamento nos darmos tão bem...

Confesso que esta situação me deixa infeliz, ao longo destes anos tenho-me esforçado para que exista harmonia mas sinto que isso não é reciproco da parte dos meus sogros, tudo para eles é bom para criticar, deitar a baixo, dizer mal... Tenho de vos dizer que não estar com eles não me faz grande falta e ao Dinis também não, pois ainda não perguntou por eles neste tempo que se passou. Mas sinto o meu marido triste e o Eduardo quase todos os dias pergunta porque não vamos a casa deles... Nunca mais telefonaram nem quiseram saber de nós, devem estar à espera que vamos lá ter com eles de orelha murcha mas o meu marido é daquelas pessoas muito calmas e pacificas, mas quando se zangam, saiam de perto e ele ficou muito magoado.

Enfim, foi um desabafo, mesmo só porque sentia um nó aqui no peito sobre esta situação...

Nome do meu baby mais velho

Nome do meu baby mais novo