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segunda-feira, 21 de maio de 2012

"Mãe, eu estive na tua barriga?"

Estavam ontem os meus filhotes no banho quando o mais velho chama:
"Mãe, vem depressa que o Eduardo tem uma coisa muito importante para te perguntar!!!"
Lá vou eu e pergunto:
"Então Eduardo, o que queres saber?"
"Mãe, eu estive na tua barriga?"

Engoli em seco. Eu sabia que esta pergunta ia acontecer mais cedo ou mais tarde mas aos 3 anos???? Ups, cedo demais... Mas uns segundos depois recuperei e disse-lhe:
"Não meu filho, não estiveste dentro da minha barriga, estiveste dentro da barriga de outra senhora e foi de lá que nasceste, mas eu sou a tua mamã que te ama muito, que cuida de ti e que vai estar sempre contigo"

Então o João pegou na palavra e contou-lhe que ele tinha saido de dentro da da barriga de uma senhora que não tinha dinheiro para lhe comprar comida, que o tinha deixado numa instituição onde trataram dele até que nós o fomos buscar em janeiro de 2010. E eu fiquei na casa de banho, a ouvir os meus filhos com lágrimas nos olhos... Tanto amor, tanta ternura, o mais velho a contar ao mais novo com a maior naturalidade do mundo, como tem que ser mas que infelizmente nem todas as pessoas o veêm dessa forma...

O Eduardo ouviu e foi abanando a cabeça e dizendo algumas coisas, como que se lembrava da instituição (o que não é possivel pois tinha 13 meses quando saiu de lá...) mas gostava de entrar na sua cabecinha e saber o que por lá ia. Sei que ele não entendeu muita coisa mas ouviu pela 1ª vez a história do inicio da sua vida.

O Dinis saiu e depois o Eduardo. Com ele muito enroladinho na toalha de banho e ao meu colo ele olhou-me nos olhos e perguntou:
"Eu tenho 2 mães?"
" Tiveste uma mãe que te teve na barriga dela e tens-me a mim, que sou a tua mamã querida, que vai estar sempre perto de ti e nunca te vai deixar..."

Durante o almoço não me largou um segundo e até quis estar agarrado a mim a comer, como se tivesse medo que eu me fosse embora. Não sei se algo daqui que falamos ficou na sua cabeça mas acredito que sim.

Eu sei que ele me adora e sei que sou uma mãe o melhor que posso, não sou perfeita mas amo os meus filhos e tento sempre fazer o que penso ser o melhor para eles. Sei que isto não foi nada de especial, foi a 1ª de muitas perguntas que vão acontecer, com toda a certeza e temos de estar preparados para elas. É bom que ele saiba por nós e não por 3ºs que não nasceu na minha barriga. E sinto sempre um frio no estômago quando penso nestas conversas mas uma coisa é certa, o meu amor por ele não tem fim e é igualzinha ao do irmão biológico. Sou uma mulher de sorte com 2 filhos saudáveis e lindos, por isso acredito que um dia, quando tiver idade para o compreender, saberá que nasceu no meu coração com muito amor e que não ter estado estado na minha barriga não tem a minima importancia...


sábado, 14 de janeiro de 2012

À 2 anos atrás fui mãe pela 2ª vez...

... uma mãe diferente do tradicional, que apenas viu o seu filho pela 1ª vez quando ele tinha 13 meses e 1 dia. Por isso hoje quem está de parabéns sou eu por ter sido mamã pela 2ª vez à 2 anos atrás.

Lembro-me como se fosse ontem, a ansiedade era mais que muita. Chegamos à instituição e fomos para uma sala onde ficamos a aguardar a chegara do nosso menino. Apareceu uma senhora com um menino ao colo, muito carequinha, com uma pele muito branquinha e uns olhos grandes como faróis de carro. Estivemos juntos a manhã toda, dei-lhe o almoço e coloquei-o a dormir a sesta. Se foi amor à 1ª vista? Não, não foi, achei-o lindo, adoro crianças, todas e mais alguma e eu sabia já que aquele ia ser o meu 2º filho, sem sombra de duvidas. Mas a paixão por ele foi nascendo um bocadinho todos os dias, todos os segundo que fui passando com ele.

Foi um dia cheio de emoções, depois de uma noite em que mal preguei olho com a expectativa da emoção do que estava para vir. Eu e o meu marido fomos almoçar e voltarmos depois para estar mais um pouco com o nosso menino. O dia seguinte foi igual e 2 dias depois de o termos conhecido levamos o nosso menino para casa, para iniciarmos a nossa vida a 4.

Parece impossível que já tenham passado 2 anos. O meu menino cresceu física, emocional e intelectualmente. Está um bebé grande, que tanto quer ser crescido como quer colinho e miminhos da mamã. Sou mãe a 100% e sinto-me feliz por isso. Sempre quis ter muitos filhos e apenas do nº estar bem longe do meu objectivo de vida, 2 já é sem duvida um nº excelente para quem sofre de infertilidade. Por isso nunca devemos parar de sonhar nem deixar de tentar alcançar os nossos objectivos.


Que venham muito mais anos de amor e felicidades com os meus 2 filhos lindos e amados.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sobre adoção

Já à algum tempo ando para fazer um post sobre adoção. Por nada de especial e por tudo o que significa na minha vida. E ontem recebi um mail de resposta da assistente social que tratou do processo de adoção do meu menino e que me disse que apenas eu e outra mãe lhe vamos dando noticias do meninos e que elas gostam tanto de saber como as coisas estão a correr e de acompanhar o crescimento deles...

Cada vez menos pessoas sabem que o meu filho é adotado, visto já ter o nosso nome e acho engraçado quando comentam que é parecido com o pai  :) Também vou pensando cada vez mais que se aproxima a altura em que terei de conversar com ele e de lhe dizer que não nasceu na barriga da mãe mas sim no seu coração. não me sinto particularmente ansiosa em relação a essa conversa mas tenho algum receio na reação dele. Será ele a desencadear tal conversa quando demonstrar curiosidade sobre algumas coisas, como não ter fotos desde que nasceu, como o irmão ou não ter estado na barriga da mãe. Já me fez alguns comentários sobre estar dentro da minha barriga mas eu acho que com 2 anos, ainda não ia entender o que eu tenho para lhe explicar.
Os comentários são cada vez menos sobre nós mas ainda sinto que as pessoas falam à nossa passagem em como adotamos uma criança. não de uma forma negativa mas quase com admiração. Porque para mim e para o meu marido a adoção foi uma coisa tão simples, tão fácil, tão comum, que me surpreendeu que a maior parte dos meus amigos e familiares, alguns dos quais que eu considero pessoas com o espírito muito pratico e aberto, me dissessem que nunca adotariam uma criança... E a principal razão para não o fazerem era acharem que podiam não as amar suficientemente...

Também me questionam frequentemente se eu não tenho medo de gostar mais do Dinis por ser meu filho biológico ou se não penso que estou a tirar coisas ao biológico para dar ao adotado, principalmente com a crise que nos apanhou.

Respondo sempre se que por um segundo me tivesse passado tal ideia pela cabeça nunca teria avançado para adoção. E que se tivesse 2 filhos biológicos nunca ninguém me faria a pergunta de se achava que estava a tirar a um para dar ao outro...

A nivel se aceitação, acho que 100% das pessoas da minha família e amigos aceitaram o Eduardo como "igual", digamos assim, apesar de existirem algumas pessoas que eu sei que gostam muito dele, acho que é um querido mas nunca exatamente igual ao meu filho mais velho... Tenho uma tia que a 1ª coisa que perguntou quando lhe contei que tinha adotado, foi se ele era "clarinho" e diz imensas vezes que gosta muito dele mas o Dinis é que é o seu menino... Outra passa a vida a dizer que eu vou ter muito trabalho com ele, cada vez que faz uma birra ou mostra má, algo normal nas crianças, mas cujos comentários nunca são dirigidos ao mais velho.

E noutro dia descobri que o meu filho é um menino "diferente". Porque na escola do Dinis leram um livro sobre meninos diferentes e lá estava escrito que as crianças adotadas eram diferentes das outras e tínhamos de as aceitar bem, blá blá blá... O Dinis na sua inocência de criança, a quem sempre foi passada a ideia de que a adoção era algo tão comum e natural como beber um copo de água, disse logo que o mano dele era adotado... Vieram logo mães de outros colegas dele, que não sabiam, perguntar se era verdade e passaram a trata-lo com uma atitude quase paternalista.

Também me faz confusão quando leio ou vejo pessoas ofendidas quando lhes dizem que pode adotar, por terem problemas de fertilidade (como eu tenho). A adoção nunca deve ser uma alternativa mas sim um complemento. E deve ser uma decisão de comum acordo entre as duas partes envolvidas. Que me desculpem se vou ofender alguém com o que vou escrever, mas quem tem problemas para engravidar e não põe a hipótese de adotar ou acha que é um disparate alguém propor tal, não quer ser mãe, quer sim estar gravida. E existe uma diferença, eu bem sei pois apesar de amar o meu filho adotado EXATAMENTE da mesma forma e com a mesma intensidade que sinto pelo mais velho, gostaria de o ter sentido crescer dentro de mim, de lhe poder contar histórias de embalar onde lhe dissesse que este quentinho na minha barriguinha durante 9 meses...

Mas o amor é algo que nasce com o convívio, que cresce como uma flor, que se conquista. Amar os nossos filhos quando estão dentro da nossa barriga, sentir uma paixão imensa logo que eles nascem? Sim eu senti isso pelo Dinis mas existem muitas mães que não o sentem, que não tem afinidade pelos filhos, que só sente esse amor de mãe muito tempo depois de os filhos terem nascido, ou nem o sentem sequer...

Por isso acreditem, ser mãe do coração é tão bom como ser mãe biológica, faz-nos sentir realizadas da mesma forma e nem nos lembramos que esse ser lindo que existe nas nossas vidas não nasceu da nossa barriga mas sim do nosso coração e que daríamos a vida por ele, em qualquer momento, sem pensar 2 vezes.


quinta-feira, 31 de março de 2011

O porquê de não adoptar mais...

No seguimento do meu post anterior, algumas pessoas perguntam porque não a adopção de novo, visto que filhos biológicos só mesmo um milagre e eu acho que já esgotei a minha taxa de milagres nesta vida...

Como escrevi anteriormente, esperei quase 8 anos para ter nos braços o meu filho adoptado. Inscrevi-me em 2002 e pedi para me se entregue uma criança até aos 3 anos de idade, saudável. mas podia ter irmãos, não nos importávamos de adoptar mais do que uma.

Eu tinha 32 anos e o meu marido 40 quando nos inscrevemos. Na altura foi nos dito descaradamente que éramos um pouco "velhotes" para nos entregarem uma criança tão pequena e tentaram que adoptássemos crianças mais velhas.

Sei que existem imensas crianças mais velhas em instituições que merecem um colo e muito amor e carinho. Também sei que elas estão lá porque tal como eu, a a maior parte dos candidatos à adopção querem crianças pequenas... E porque será que isso acontece? Pela parte que me toca, queria seguir todas as fases do seu crescimento, já que a gravidez e senti-lo a crescer dentro de mim não poderia ter, então que pelo menos o seu crescimento, o nascimento do 1º dente, os seus 1ºs passos, as 1ªas palavras...

Penso que é preciso ter coragem para adoptar uma criança mais velha. Pode ter um passado complicado e ter memória do que passou. Pode não ser fácil lidar com ela mesmo dando muito amor e carinho. Por isso as pessoas que o fazem devem estar conscientes destas questões e não devem ser pressionadas a fazê-lo, devem fazê-lo com muito amor e de coração aberto mas nunca com duvidas...

Não se deve adoptar quando se tem duvidas. Quando o Eduardo foi para a minha casa, muitas pessoas me fizeram perguntas tal como:
- Não tens medo de gostar mais do teu filho biológico do que do adoptado?
ou
- Com este tempo de crise, não tens medo de teres de deixar de dar coisas ao teu filho biológico por teres o adoptado?

A minha resposta é sempre a mesma, se tivesse duvidas fosse de que tipo fosse, de que não seria igual para os 2 ou que não o conseguiria amar tanto como se tivesse saído da minha barriga, nunca teria avançado para a adopção.

Inscrevi-me por não ter conseguido ter filhos biológicos até essa altura mas mesmo depois de ter conseguido o meu milagre, continuei a ter espaço no meu coração para outra criança, que entrasse na minha vida seja de que forma fosse.

O meu continua a ter espaço para mais. Adopção? Esperei 8 anos, tenho 41, será que posso esperar mais 8? E além disso com esta idade não me dão nenhuma criança pequena. Adoptar crianças mais velhas? Também não me parece, pois acho importante que o meu filho biológico seja sempre o mais velho da família. E nem me davam crianças mais velhas que o mais novo lá se casa...

Por isso não avanço para nova adopção, com muita pena minha. Se não tivesse esperado tantos anos, se tivesse esperado apenas 2 ou 3 anos no máximo sem duvida que me inscrevia de novo para o 3º filho... Não é justo que demore tanto tempo só porque sou da zona de Lisboa quando sei quem em outras zonas do pais adoptam-se crianças em 1/2 anos... Disseram-me que eu tinha de adoptar uma criança da zona onde estava inscrita mas não compreendo a lógica, não posso adoptar uma criança do Algarve ou de Trás-os-Montes porquê?

E os juizes, porque deixam as crianças estar tanto tempo à espera? Qual a lógica de a mãe biológica do meu filho ter dito logo na maternidade que o dava para adopção e ter assinado papeis nesse sentido e apenas 13 meses depois dele foi lá para casa????

Todo este processo tem de ser revisto, tem de ser mais rápido, tem de ser mais simples. Para bem das crianças que tanto necessitam de amor, carinho e um colinho bom. Pois acredito que sejam bem tratadas na maioria das instituições (e o meu filho foi-o sem duvida) mas aquele mimo bom que só uma mãe e um pai podem dar, isso não tem. Eu bem vi no meu filhote, quando foi lá para casa não gostava muito de mimos nem festas nem beijinhos e hoje adora, anda sempre a pedir mais um miminho e um colinho.

Sou feliz com os meus filhos, adoro-os de paixão e penso todos os dias que o nosso país está a levar um rumo tão complicado que cada vez é mais difícil criar filhos aqui, mas se viesse mais um seria bem vindo. Sabem que o Dinis pede ainda uma mana? E o Eduardo já veio com a conversa de que se tivesse outro mano, lhe chamava Filipe???? O mundo dá tantas voltas que nunca se sabe, uma coisa eu sei, para ter netos ainda faltam pelos menos uns 15 anos!!!



sexta-feira, 25 de março de 2011

Ter mais filhos

Sempre quis ter muitos filhos. Gosto muito de crianças, sou filha única e sempre me imaginei numa casa cheia de crianças a correr de um lado para o outro.

Quis o destino trocar-me as voltas e a infertilidade entrou de mansinho na minha vida. Foram precisos 8 anos para o meu filho biológico entrar na minha vida. Para que tal acontecesse fiz vários tratamentos mais simples, como indução de ovulação e mais tarde 3 micro-injecções e 2 Transferência de Embriões Congelados. Fique gravida do 2º tratamento mas sofri um aborto espontâneo à 7 semanas. Nessa altura, em 2002 , inscrevi-me para a adopção.

Nunca engravidei espontâneamente, apesar de todos os médicos e todos os exames apontarem para que era algo perfeitamente possível, mas ao fim de quase 15 anos de casamento, a verdade é que engravidei 2 vezes, através de tratamentos de procriação medicamente assistida.

Voltei a tentar engravidar do 2º filho. Como não podia recorrer a hospitais do estado utilizei o dinheiro que a minha mãe me tinha deixado quando faleceu para fazer mais tratamentos. Nunca chegada à fase de fazer o beta para saber se estava gravida pois uns dias antes aparecia aquele-cujo-nome-não-vou-mencionar e o sonho acabava antes quase de começar a ter esperança.

A médica achou que o meu sangue coagulava com muita rapidez e acabei por fazer exames no Instituto Ricardo Jorge que indicaram que tinha um problema de coagulação congénito. Achei que o problema estava encontrado, era aqui que estava a dificuldade de implantação dos embriões e voltei a fazer tratamentos, desta vez dando injecções na barriga de um anti-coagulante. Mas de nada valeu, continuava a não chegar a fazer a beta e resolvemos desistir, era chover no molhado.

Bem, desistir é uma força de expressão, eu nunca descobri onde estava o botão para desligar a vontade de ter mais filhos...

Em Janeiro do ano passado chegou o Eduardo à minha vida, pela via da adopção e acreditem que nos 1ºs tempos não pensava mais em engravidar, pois a minha vida estava mais ocupada do que nunca e 2 filhos parecia-me perfeito.

Mas eu sou humana e como tal, nunca estou totalmente feliz com o que tenho. Volta e meia dou comigo a sonhar em ter mais um filho, pois 3 era agora o meu nº ideal de filhos... Todos os meses acredito num milagre, todos os meses tenho um bocadinho de esperança, mesmo em meses como este, em que tive montes de dores de barriga, de costa e de cabeça, sintomas da chegada daquele-cujo-nome-não-vou-mencionar. Mesmo sabendo que tenho 41 anos e nunca engravidei naturalmente e que a fertilidade é cada vez menor a cada ano que passa. Mesmo sabendo que ter mais um filho implicaria encargos financeiros que neste momento nos iriam tornar a vida verdadeiramente difícil.

Depois há alturas piores, quando de repente me vejo confrontada com noticias de montes de pessoas gravidas à minha volta, do 1º, 2º ou 3º filho... Fico feliz por elas, fico sim, mas cá no fundo queria de novo sentir uma vida a crescer dentro de mim, queria também eu ter uma noticia destas para partilhar...

Sei que vão pensar que pareço ingrata, que me estou a queixar de barriga cheia, que tenho 2 filhos magníficos e saudáveis e eu sei isso tudo, melhor do que ninguém, mas mesmo assim, desistir de vez só quando chegar a menopausa e muitas vezes anseio por ela, para deixar de sonhar e me sentir um pouco menos insatisfeita (ou não...).

Com tudo isto não quer dizer que não seja feliz. Sou e muito. Adoro os meus filhos, a minha vida com eles, dou graças por todas as pequenas alegrias que a vida me dá. Sou sortuda por ter seres maravilhosos na minha vida. Mas a vida também é feita de sonhos e se nos sentíssemos completamente satisfeitos na vida, então tinha atingido todos os objectivos e se calhar a vida não teria sentido.

Obrigada por estarem ai desse lado a ler estas minhas divagações, que podem até não fazer muito sentido e aqui fica uma foto das razões principais da minha felicidade :)



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mãe pela 2ª vez

Faz hoje um ano que conheci o meu filho mais novo. Já sabia que tal ia acontecer à alguns dias mas a ansiedade era muita.

Foi uma emoção sem limites quando peguei ao colo pela 1ª vez um ser lindo e pequenino. Era tão indefeso, com uns grandes olhos escuros, loirinho e com uma pele macia e muito branquinha. Nunca esquecerei esse momento por muitos anos que viva, pois soube logo que ia ser meu filho! Claro que não me apaixonei perdidamente por ele à 1ª vista, foi um amor comum que conquistei em cada mimo que lhe dou, em cada carinho que distribuo, em cada beijo que partilho. Com 13 meses não basta dizer-lhe "Esta é a tua mãe" e pronto, amor à 1ª vista... Não, não pensem isso... Foi um amor muito batalhado, muito suado, nem sempre tão rápido como gostaria. Tive medo de não conseguir amar 2 filhos da mesma forma, tive medo de não ter forças para tratar deles.

Um ano depois nem me lembro como era a minha vida sem ele. Faz parte de nós, nós fazemos parte dele. Só estamos completos quando estamos juntos e a vida só faz sentido com os meus 2 filhos por perto. Sou mãe galinha a 200% mas erro muitas vezes, refilo, resmungo, por vezes estou cansada, principalmente com a falta de saúde que muitas vezes cá por casa anda, felizmente nada de grave mas de forma muito frequente, o que por vezes me leva a um cansaço extremo, por falta de dormir ou por me preocupar demais.

Mas tudo vale a pena, não trocava toda esta animação, todo este cansaço por nada do mundo! Sinto-me uma mulher feliz e completa por ter 2 crianças maravilhosas na minha vida.

Adoro-te meu amor mais pequenino, espero que continues a ser feliz nesta tua família que te ama muito :)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

1ª mensagem do Ano de 2011

Mais uma passagem de ano, esta com um sabor especial, pois foi a primeira que passei com os meus 2 filhotes. Ficamos em casa e não fizemos nada de especial.

O Dinis adorou a meia-noite, por ir para a janela fazer barulho e ver o fogo de artificio em 5 sítios diferentes, da varanda do quarto dele. O Eduardo não gostou do barulho e da confusão, mas saltou do meu colo e correu para a árvore de Natal a gritar: "Pendas, queo pendas!!!"

De resto as doenças esta semana deram tréguas. Cada dia que passa com eles na escola sem o telefone tocar, é uma felicidade para mim, pois a saúde dele é sem duvida o mais importante.

Finalmente e para grande alegria nossa, no dia 20 de Dezembro tive na minha mão a certidão de nascimento do meu filho mais novo, com o meu nome como mamã dele e o meu marido como papá. A melhor prenda de Natal que poderia ter tido, algo que encerra um longo e penoso processo mas que valeu a pena, cada segundo dele! Por isso apresento-vos, para quem ainda não conhece, o meu filho Eduardo!



Digam lá, não é lindo o meu menino????

O Dinis começou a usar óculos. Notei que ele não conseguia ler ao longe certas coisas que estavam escritas em letras grande. Fui com ele ao oftalmologista com ele e é míope como a mãe, infelizmente. Ele não se importa pois sente a falta e percebe que com eles vê melhor mas não é nada pratico, ainda ontem vinha com uma lente na mão, pois um menino atirou um lego, acertou nos óculos e lá foi a lente pelo ar... Eu comecei a usar óculos aos 9 anos e detestada (e ainda detesto, mas agora não posso dizer isso ao pé dele...) na escola gozavam muito comigo por causa disse, de tal forma que em certa altura deixei de os usar, não via nada mas ao menos passava despercebida... Espero que as coisas tenham mudado um pouco, visto existirem modelos muito giros e muitas crianças usarem óculos desde pequenas, mas que tenho pena de ele esconde uns olhos tão lindos atrás de umas lentes, lá isso tenho... :(


(vestido de S. José na festa da catequese)

De resto nada de especial para contar. Muitas festas, almoço e jantares de Natal, vamos ver se agora acalma um pouco, que o ano vai ser a doer e temos de poupar, não sei muito bem onde mas vai ter de ser...



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Almoço de Natal do grupo de apoio da APF

E o Natal está à porta... Com ele vem as compras de Natal, as luzes e enfeites os almoços e jantares de Natal!!! E os meus começaram no domingo passado com o almoço do Grupo de apoio de Lisboa da APF (Associação Portuguesa de Fertilidade) da qual eu faço parte.

Foi no Pateo Alfacinha, sitio que eu não conhecia mas do qual gostei bastante. O almoço começou por volta das 13h 30m e acabou às 17 horas!!! Éramos 40 pessoas, com muitas crianças à mistura. Felizmente a maior parte das pessoas com problemas de fertilidade vão conseguindo ter os seus rebentos, de uma forma ou de outra, e são um sinal de esperança para quem ainda não conseguiu.

Como éramos tantos ficamos numa sala só para nós e existiram alguns cantinhos especiais para as brincadeiras dos mais novos...


(Dinis a brincar com o amigo Guilherme)


(Dinis no cantinho das brincadeiras dos mais pequenos)


(o cantinho dos artistas)


(prenda feita pela Lídia, tão gira!!!!)

Foi bem divertido, a repetir mais vezes, sem duvida!

Os miúdos estão bem, dentro do possível com este frio e chuva. Hoje de manhã tive de chamar o médico porque o mais novo acordou com a barriga e o peito cheio de pintas. A médica que o viu disse que era alergia, receitou Atarax e um creme para por misturado com o hidratante habitual. Disse que podia ir à escola mas para ficar atenta aos pés, às mãos e ao interior da boca, se ficassem com um aspecto diferente ou se tivesse febre, para ser visto de novo por um médico. Estou farta de dar voltas à cabeça sobre o que lhe pode ter provocado a alergia mas não comeu nada de diferente, não mudei o creme, as fraldas, o gel de banho ou o champô, não vejo mesmo o que possa ter sido...



O tribunal já decretou a adopção plena e o meu menino já é meu definitivamente. Mas ainda demora cerca de 2 meses até na conservatória do registo civil registarem os nomes correctos. Puf, está quase...

O Dinis anda óptimo, terrível, activo e amoroso como sempre. Fomos falar com a psicóloga da escola que me disse que ele era "assustadoramente correcto" pois não lhe conseguir encontrar nenhum "defeitos" dos habituais nos miúdos desta idade... Quanto a ele saber ler e escrever correctamente tudo vai depender da professor que ele vai ter no 1º ano, esperemos que tenha sorte, pois isso preocupa-me bastante.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ida a tribunal

Este fim de semana, para não variar foi cheio de actividade, por isso aqui fica um resumo do que dizemos:

- 6ª feira

Fizemos uma coisa que já não fazíamos à muito tempo: eu e o meu marido fomos jantar fora sem filhos! Um amigo do meu marido fez 50 anos e fez um jantar com montanhas de gente e ainda por cima tem um irmão que é actor, já fez vários papeis na tv, inclusive nos Morangos com Açúcar e tem uma banda que tocou lá um bocadinho. Foi divertido e os meninos ficaram com a minha comadre, que é uma querida e vai ficando com eles de vez em quando. quando os fui buscar estavam a dormir muito sossegadinhos... :)



- sábado

Dia de compras, roupas e sapatos para os meninos.

- domingo

Festa de aniversário do amigo Jorge da escola do Dinis. Foi no Colombo, nos Bichinhos Carpinteiros e nunca imaginei que pudesse haver tanta gente num domingo de manhã enfiada num centro comercial. À tarde recebemos a visita de um amigo que jogou imenso à bola com os meus fofinhos... :)



Agora vem a parte que eu deixei em aberto no post passado: a nossa ida a tribunal por causa da adopção pela do meu filho mais novo.

Quando regressamos de férias tínhamos na caixa do correio a tão esperada carta do Tribunal da zona onde moramos e inocentemente eu pensei que era o principio do fim de todo este processo tão moroso.



Lá fomos nós atá ao dito tribunal e depois de uns 20 minutos de espera lá fomos chamados para uma sala onde estava uma juíza com cara de miúda, uma administrativa que ia escrever tudo o que se passava e um outro senhor, que não percebi se era também juiz a ajudar a juíza-pita ou não. Confesso que esperava uma sala daquelas de tribunal, como se vê nos filmes (só fui uma vez a tribunal e foi numa sala dessas) por isso uma sala minúscula atafulhada de papeis tinha mesmo ar de funcionalismo publico.

A juiz, muito informada sobre o processo, começou logo por perguntar:
- Então querem adoptar o João Dinis?
Pois, a senhora nem sequer tinha aberto o processo, ou pelo menos caia bem saber o nome certo do miúdo, será que não tinha um post it para marcar o sitio certo???

Depois de esclarecido o equivoco lá vieram as perguntas, que eu considerei, como hei-de dizer, parvas?????
- Querem adoptar o menino? (claro que sim, senão que estávamos lá a fazer???)
- Ele está bem adaptado na família? (claro que sim, acham que íamos dizer que não? e isso não está escrito no relatório da Segurança Social e na nossa petição???)
- O vosso filho biológico dá-se bem com ele? (Não, claro que não, andam sempre à tareia um ao outro...)

E depois fizeram perguntas sobre a morosidade dos processos, sobre como tudo tinha decorrido, sendo que acabaram por dizer que era curiosidade pessoal saber como as coisas decorriam nestes casos...

Agora pergunto eu:
- não sabiam tudo o que nos perguntaram se tivessem lido o relatório da Segurança Social e a nossa petição para adopção?
- se o processo é tratado por um tribunal de família não deveriam as pessoas envolvidas saber como se processam estes casos?
- para quê tanto tempo perdido, os 6 meses de pré-adopção não são suficientes para se fazer a nossa avaliação como família???

E para atrasar ainda mais as testemunhas vão ser ouvidas dias 29 deste mês, ora porque não foram ao mesmo tempo que nós, pois parece-me que esta é uma prática corrente? E ainda finalizaram a dizer que este processo até está a ser rápido... Qual será a definição de rápido no dicionário desta gente????

Paciência, Meu Deus, paciência!!!! Eu sei que me dizem que já tenho o meu menino comigo e isso é suficiente. Mas também me disseram lá que existia um processo a decorrer sobre a paternidade do menino e que este seria arquivado assim que a adopção plena fosse decretada. Deu-me cá um frio na espinha... E se o pai biológico aparecer de repente do nada? Ouvem-se tantas histórias complicadas. Não vou descansar enquanto não estiver tudo preto no branco e o meu nome estiver na certidão de nascimento do meu menino. Querem ver que tenho de fugir para outro pais com o miúdo?????



domingo, 1 de agosto de 2010

Ainda estamos vivos!!!

Apenas a falta de tempo me tem impedido de vir aqui dar noticias. Quem me tem como amiga no Facebook vai sabendo noticias, é mais rápido colocar meia dúzia de palavras do que os testamentos que costumo (por opção...) escrever aqui. Mas não tenho mesmo desculpa! O trabalho aperta, quero ir de férias com a consciência tranquila de que deixei tudo em condições e por isso não consigo ter tempo para tudo e o meu blog amado vai ficando para trás, tou perdoada?

Vou então resumir algumas das coisas que tem aconteceu connosco ultimamente:

- miúdo mais novo bem e recomenda-se, cada vez mais esperto e despachado. Fomos chamados ao Hospital D. Estefânia por causa da operação ao freio da lingua, que afinal era a uma hernia inguinal do lado direito... Depois de observado conclui-se que para já não se faz nem uma nem outra, sendo que devo fica atenta a sintomas como inchaço, dificuldade em urinar ou dores e se tal acontecer, ir logo ao hospital com ele. Mas também pode ser que nada suceda e isso seria sem duvida o ideal!




- a ultima reunião com a Segurança Social já se realizou e as assistentes sociais vão agora fazer o relatório para enviar para tribunal. Depois temos de ir a uma audiência com o juiz, levando 2 testemunhas. Está quase o momento de podermos colocar os nossos apelidos no meu menino mais novo. Agora aguarda-se que o correio traga a carta tão desejada a marcar a referida audiência, só espero que não seja durante as nossas férias, quando estivermos ausentes...




- o Dinis foi na 6º feira passada pela ultima vez à escola onde anda agora. Penso que ele ficou um bocadinho triste com isso e disse que não se importava de ir para a escola nova mas que gostava de ficar mais uns dias nesta... Eu sinto-me nostálgica e sempre com receio que algo não corra bem. Ele foi a uma festa de aniversário de um dos amigos no sábado e fiquei a saber que ele também vai sair daquela escola quando for para o 1º ano. Isso acaba pro me deixar mais feliz, pois ao fim e ao cabo parece que no 1º ciclo poucos amigo0s vão ficar ali, parece que as pessoas estão a optar pelo estado, a crise lentamente vai dando os seus frutos.



- a partir de amanhã vai para um ATL sobre culinária, imaginem só! Vamos ver se se diverte, ele parece estar entusiasmado mas vamos ver como corre

- estamos em contagem decrescente para as férias, só mais uma semana de depois temos pela frente 3 semanas de férias. Não digo de descanso pois com os miúdos por perto tal não é possível, mas pelo menos mudamos de ares e fazemos mais actividades juntos. Espero que ninguém fique doente e o tempo nos seja favorável, pois foi precisamente o contrário que aconteceu quando fomos em Junho

terça-feira, 13 de julho de 2010

19 meses de vida

Hoje este post é dedicado inteiramente ao meu fofinho mais novo que hoje completa 19 meses de vida. E amanhã faz 6 meses que ele entrou nas nossas vidas!!!!

Que bom, meu filho, fazeres parte da nossa família, já não a imaginamos sem ti e adoramos a tua presença, és uma criança de riso fácil, bem disposta, sociável e muito esperta. Começas agora a falar e dá gosto ouvir-te a dizer algumas coisas já na perfeição, como "água", "colher", "abelha", "anda" ou "empresta".... Palavras favoritas: "pápa" e "rua"! Mas as palavras que eu mais gosto de ouvir são mesmo "mamã", "mãiiiii!!!", "papá", "pai" ou "manúúúú".

Dá gosto vê-lo crescer com uma curiosidade maior do que o mundo, com tudo o que o rodeia, a tentar fazer as coisas como os mais crescidos. Come bem e acho que se eu deixasse, estava sempre a comer bolachas... :) Dorme bem, mas como qualquer bebé, de vez em quando, de noite, lá chama pela mãe para pedir um miminho, porque teve algum sonho menos bom ou porque quer apenas saber se eu estou por perto...

Para não pensarem que tudo é cor de rosa, posso dizer que tem uma personalidade muito vincada. Quando mete uma coisa na cabeça, é difícil fazê-lo mudar de ideias. E se é contrariado, atira tudo pelo ar que tem à mão ou bate nas pessoas ou nos objectos que tem perto, o que já lhe valeu algumas palmadinha na mão. Birras também as faz às vezes, não seria normal que não as fizesse, mas a parte positiva e boa é ai de 99,9%, por isso ganha aos pontos!

Foi à consulta dos 18 meses com um pediatra novo que o acho muito bem desenvolvido para a idade. Disse que ele era um menino grande, com 85 cm de altura, tinha a tamanho de um bebé de 22 meses. O peso também não estava mal, com 12,100 kg, está entre o percenteil 25 e 50. É um bocadinho cabeçudo, mas isso sai ao irmão Dinis, mas talvez seja sinal de inteligência, como o mano... :)

Depois da oscultação, o médico achou que ele podia ter um sopro cardíaco e mandou fazer um ecocardiograma antes da próxima consulta, por isso já o marquei para final de Setembro. Também vai fazer algumas análises, para comprovar o seu estado de saúde geral. Disse que ele estava muito mimado, porque fez uma bela birra quando eu o arrastei da sala de espera, onde estava a brincar com outros meninos...

A operação do freio da língua está marcada para dia 22 deste mês. Dia 20 temos consulta de anestesia no hospital onde ela vai decorrer. O pediatra diz que acha que não vale a pena, a menos que eu queria que o miúdo apanhe moscas com a língua... Mas tenho medo que venha a ter problemas de dicção se não o fizer e como é uma coisa simples... Claro que sinto um frio no estômago quando penso nisso, mas vai correr tudo bem, tenho a certeza que sim!

A ultima reunião da Segurança Social está marcada para dia 19. Vamos conversar mais uma vez, entregar documentação necessária para dar continuidade ao processo e o Dinis também vai. Depois as assistentes sociais fazem o seu relatório para o tribunal e seremos chamados para uma audiência. Vai demorar mais um bocado, sem duvida, porque vem ai as férias judiciais, mas acredito que o desfecho está para breve e ele vai ser finalmente nosso, nosso e só nosso, não só de coração mas também de nome!

Hoje também é um dia importante pois vamos a uma entrevista na escola para onde vão os meus meninos em Setembro. O Dinis está em pulgas, pois apesar de ter pena de deixar os amigos desta escola, já viu brinquedos e coisas na escola nova que lhe está a apetecer experimentar e até já tem uma lista de coisas para perguntar à sua nova professora e à professora do mano... Depois conto tudo!



Amo-te filho mais novo!!!!!

terça-feira, 2 de março de 2010

2ª visita da Segurança Social

Ontem foi dia da 2ª visita das assistentes sociais da Segurança Social. Correu tudo bem e elas acharam que o miúdo estava bem integrado na nossa família. Daqui a um mês vamos com ele lá para fazer a avaliação da evolução dele. Esteve sempre muito bem disposto e riu-se imenso para elas. Estava num bom dia, apesar de ter dormido mal por te passado a noite a rabujar, não sei se eram os dentes a chatear ou outra coisa qualquer.

Hoje o Dinis foi a um pediatra novo, para uma consulta de rotina, daquelas anuais. Isto porque no pediatra anterior pagava 75€ por consulta mas como tinha um seguro de saúde da empresa, recebia 90% do valor da consulta. Agora acabaram com isso, aliás, acabaram com todas as regalias que tínhamos, neste momento só tenho mesmo o salário e se calhar qualquer dia ainda tenho de pagar para trabalhar.... Por isso fui experimentar outro pela ADSE que só pago 3,99€. Gostei, fomos bem atendidos e rapidamente. O Dinis gostou do médico porque ele não lhe meteu a espátula na boca, coisa que ele odeia. Vai tomar um remédio para as lombrigas e a uma consulta de oftalmologia de rotina. Tem uma alergia nas pernas que o médico disse ser eczema. Tenho de lhe hidratar muito a pele e se não passar, colocar um creme com um bocadinho de cortizona. Ele teve este problema nos braços quando era mais pequeno e teve mesmo de usar o creme mais forte. Vamos ver como corre desta vez. Tem 114 cm de altura e quase 20 kgs de peso. O médico disse que ele estava muito bem para a idade e vai lá voltar daqui a 6 meses, já tem a consulta marcada, bem como o irmão para dia 30 de Abril.

De resto a nossa vida vai andando, como a vida de todas as famílias com 2 filhos de tenra idade. O Dinis está sempre a dar respostas tortas e a desconversar, mas continua muito mimoso e a adorar o irmão mais novo. Até demais, pois está sempre a querer esborracha-lo com abraços e mimos e tal como vocês sabem, os bebés não gostam muito de ser apertados. Ele diz que adora o irmão, que era mesmo assim que queria um maninho mas fica chateado quando quer brincar e ele mexe nas coisas dele. Irrita-se quando ele chora sem razão. Mas anda sempre com ele ao colo de um lado para o outro e se ele não está por perto ou a dormir, quer logo ir busca-lo para ao pé dele. Enfim, coisas de irmão... :)

O mais novo continua a rabujar num segundo e a rir no outro. Tem 4 dentes enormes a nascer e tivemos direito a tudo, desde refilice, tosse, ranhoca e diarreia. Andou uns dias com umas fezes tão ácidas que ficou todo assado, até metia dó. Agora está melhor e começou a ensaiar os seus 1ºs passos sem ajuda. Ontem deu 30 passos sozinho mas tem medo de o fazer a maior parte das vezes.

Está enorme e lindo e nós estamos muito apaixonados por ele. Parece impossível mas no sábado passado já fez 6 semanas que ele está connosco e sem duvida que já faz parte da nossa família a 200%. Pena o tempo não ajudar a grandes passeios, mas eu mal vejo um raio de sol, meto-o no carrinho e ai vamos nós! O fim de semana foi passado em casa e não é fácil inventar coisas para fazer com os piolhos. Mas para o próximo já temos planos, 2 festas de aniversário!

Adoro ver os meus filhos a brincarem um com o outro, apesar do mais novo ainda brincar pouco e por pouco tempo. Vejam se não são fofos...


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Consultas e visita da Segurança Social


Na 2ª feira fui finalmente ao médico mostrar os exames que tinha feito por causa da cólica renal que tive em finais de Setembro. Era uma médica de recurso visto que a minha médica de família se tinha ido embora e não foi ainda substituída. Ela disse que estava tudo bem, que devia repetir a colonoscopia daqui a 5 anos e que devia beber muita água ou chá para não voltar a ter cólicas renais, porque devem ter sido apenas areias. Como o tempo estava solarengo resolvi ir a pé para casa, com o mais novo no carrinho mas nem me apercebi de que era tão longe. Fiz uns 5 km sempre a subir e fiz exercício que chegasse para uma semana!


Na 3ª feira fui ao pediatra com o mais novo, fazer uma revisão geral. Este disse que ele estava óptimo, que a otite estava praticamente curada mas que devia dar o antibiótico até aos fim. Pesa 10,200 kg (eu bem que ando cheia de dores nas costas...) e mede 80 cm. Acho que a nossa relação era óptima para quem está apenas juntos à menos de 15 dias. quer que ele leve a vacina Prevenar da meningite antes de ir para a escola. De resto disse para não me preocupar com o freio da língua ser curto, que isso não ia dificultar a fala. Que tinha muito tempo para andar e que os dentes tinha começado a nascer tarde por isso tinha uma data deles a querer romper ao mesmo tempo. Fiquei contente com o que ele disse.

Ontem foi dia de visita de 2 assistentes sociais da Segurança Social para ver como estavam a correr as coisas cá por casa. O miúdo estava muito rabugento, tinha chorado de noite várias vezes e não parava de refilar. Só queria andar do meu colo para o do pai e do do pai para o meu. Penso que deve ser os dentes a romper que lhe provocam mau estar.

Mas apesar disso elas acharam que estava tudo a correr bem, ficaram muito admiradas com a paixão que o mais pequeno agora demonstrava pelo pai. Nem imaginam como essa situação me deixa feliz! Acharam também que o Dinis estava a dar-se muito bem com o irmão. Nem imaginam como a relação deles é boa. O Dinis quer participar em tudo o que diga respeito ao irmão, dar-lhe banho, dar-lhe comida, mudar a fralda, po-lo a dormir, etc. Está sempre preocupado com o irmão que se pode magoar, porque está a chorar, etc. Estou muito, muito feliz por eles se estarem a dar tão bem. Acreditem que o mais pequeno tem mais ciumes de mim do que o Dinis.... :)

Por isso estamos no bom caminho. Disseram que eu não o posso habituar ao colo, mas ele com esta rabuja dos dentes, está sempre a choramingar e a pedir colo. Eu tento não dar mas também não o posso deixar a chorar sempre... Mas acredito que é uma fase que vai passar e quando os malvados dentes romperem todos, vais ser mais calmo o ambiente por aqui.

Agora temos de tratar de várias burocracias respeitantes ao mais novo e ir daqui a uns tempo à Segurança Social para fazerem uma avaliação do seu desenvolvimento. Estamos na fase de pré-adopção e daqui a 6 meses, se tudo correr bem, poderemos ter a adopção pela do menino. Como me sinto feliz quando olho para os meus 2 filhos juntos... Quase rebento de orgulho!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Vida a 4

Sei que estou em falta com vocês, mas como devem imaginar o tempo não tem chegado para nada. Passou uma semana que o meu filho mais novo entrou na nossa vida mas com tantas emoções e experiências novas, tenho a sensação que passaram meses... Mas vou tentar resumir o que tem acontecido nos ultimos dias.
5ª feira foi o dia de conhecer o nosso filho mais novo. Confesso que me sentia bastante mal e foi um sacrificio para mim, pois no dia anterior tinha comido cozido à portuguesa e caiu-me mal. Fartei-me de vomitar e parecia que tinha levado uma tareia... Tem piada, na noite anterior ao nascimento do Dinis também não domi nada, mal disposta...
Depois de alguma conversa com as assistentes sociais sobre o menino, és que ele nos foi apresentado... Amor à 1ª vista? Da minha parte e do meu marido sim, do menino nem por isso... Chorou quando nos viu e não quis vir para o nosso colo. Depois de alguma brincadeira lá ficou connosco. Demos-lhe o almoço e colocamo-lo a dormir a sesta. Voltamos quando ele acordou para estarmos juntos de novo e dar-lhe o lanche.
Na 6ª feira estivemos de novo com ele e combinou-se que regressavamos no dia seguinte com o Dinis, para eles se conhecerem. O Dinis adorou o mano, beijou-o e deu-lhe mimos. Nesse mesmo dia o meu filho mais novo veio para a nossa casa!
Como pouco tinha saido da instituição onde estava, tudo era novidade para ele e veio o caminho todo admirado com o que se passava à volta dele. Tudo na nossa casa era diferente e novo e foi um dia muito bem passado. Os meus sogros vieram conhece-lo e acharam-lhe piada mas ele não quis ir para nenhum deles...
No domingo o meu filho mais novo não acordou lá muito bem disposto e chorou bastante. Também tem 2 dentes a nascer, o que faz com que esteja por vezes um pouco rabugento. Chorou no banho e a vestir-se e só acalmou um pouco quando comeu. os meus compadres vieram à nossa casa conhece-lo e ele também não foi para o colo de nenhum deles sem chorar.
2ª feira foi mais um dia a 4, o encanto do mano novo passou mais um bocado e o Dinis começou a ter alguns ciumes e a chamar a atenção para ele (coisa que ele já fazia um pouco anteriormente...). Também se queixava que o irmão o incomodava quando chorava e que lhe fazia dor de cabeça... O mais novo continua a não ir para o colo de mais ninguém além de mim sem chorar...
3ª feira mais um dia em familia. Bons momentos e momentos menos bons, como em todas as familias. Ao jantar o mais novo chorava e não queria sair do meu colo nem deixar-me jantar e o pai levou-o com ele. 1º chorou mas depois estiveram os 2 a brincar, o que achei bastante positivo.
4ª feira o meu marido foi trabalhar, fiquei sozinha com os 2 miudos. Não está a correr mal, amanhã o Dinis volta para a escola e eu vou lá apresentar o mano aos amigos dele. Também vou à empresa onde trabalho, levar os papeis da licença de maternidade e inscreve-lo na escola para onde vai, vamos ver como corre o dia.
A vida continua, com altos e baixos, com coisas boas e más. Mudou tudo muito depressa e todos precisamos de tempo para nos adaptarmos. Se Deus quiser, com amor, paciência e saude, tudo há-de correr bem.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A grande noticia!

Obrigada pelo vosso carinho, acreditem que é muito importante para mim... Poucas pessoas próximas de mim sabem desta situação, pois apenas as quero avisar quando estiver tudo resolvido e o meu menino estiver conncosco, por isso é muito importante o vosso apoio e o vosso mimo.


No sábad0 ao pequeno almoço disse ao Dinis que eu e o pai queriamos conversar com ele. Ficou logo em pulgas para saber o que se passava e dai veio este diálogo:
- O que é, mamã, diz a 1º letra...
- Começa por M!
- Mamã!
- Não!
- Minhoca!
- Não, eu dou uma pista, tem 4 letras, a 2º é A e a 3ª é N!
- Mano, vais falar sobre o mano! Ele vem ainda em Janeiro?
- Se calhar sim...
- A senhora telefonou-te?
- Sim, telefonou...
- E quando vem o mano, ela disse quando vem o mano????

- Em breve mas não sei ainda bem quando...
Quando eu acabo de dizer isto, eu meu filho desata a chorar... Nem imaginam o perto que senti no peito, o medo tomou conta de mim!

- Filho, porque choras tanto, que se passa?

- Mãe, quero falar contigo, mas só contigo, pede ao pai para ir embora... (haviam de ver o ar de aflição do meu marido à volta do meu filho...)

Lá o levei comigo para a sala ao lado e ele disse entre lágrimas:

- Mãe, isto não é ter um mano, ter um mano é te-lo aqui ao pé de mim!

Nem imaginam como eu senti um alivio enorme por perceber que o choro não era por não querer o mano mas pelo contrário, porque não o tinha ainda junto de si... Falei com ele, que ia ser em breve e mostrei-lhe as fotos que tinha. Ele achou-o fofinho e achou piada por ele ser careca.

Ajudou-me a escolher roupas para o irmão, a lavar a cadeira do carro que era dele e o carrinho de passeio. Escolheu um bonequinho para eu entregar ao irmão na 5ª feira e quis saber se o podia ver em breve. Ficou combinado que assim que eu soubesse quando era, lhe dizia.

Vamos ver, como podem imaginar o meu maior receio prende-se com o facto de o Dinis não encarar bem a chegada do irmão. Isso não tem nada a ver com ser biológico ou adoptado, ele está habituado a ser o centro das atenções e isso vai acabar. Vou continuar a ama-lo tanto quanto seja humanamente possivel e a dar-lhe muito amor e carinho, mas o tempo vai ter de ser dividido por 2 e ele vai recentir-se, disso não tenho duvidas.

Tenho esperança que as coisas corram bem, acho que esta criança me estava mesmo destinada, por várias coincidências como eu ter estado no hospital onde ele nasceu, na altura em que tal aconteceu ou o nome dele ter o mesmo significado do do meu pai. Deus me ajude a criar os meus filhos o melhor possivel, com saude e muito amor, é só isso que peço.



Ainda não contei a muitas pessoas, só a algumas amigas mais chegadas. Quero apenas partilhar quando ele estiver mesmo na nossa casa. Todas as pessoas tem ficado felizes por nós e em pulgas por o conhecer. Excepto os meus sogros... O meu marido contou-lhe no domingo quando fomos almoçar a casa deles e eles disseram logo:
- Vão meter-se numa carga de trabalhos!
Queridos, não são? Depois lá foram pensando melhor no assunto e o meu sogro até perguntou alguns pormenores, mas eu já sabia que não podia contar com eles. Nunca pude. Não tenho afinidade nenhuma com eles, com muita pena minha. São apenas os pais do meu marido, os avós do meu filho e eu respeito isso. São laços que não se quebram. Mais nada. Quando a minha mãe morreu queria tanto ter-me apoioado neles. Mas ainda me afastei mais. Não tenho nada em comum com eles, as ideias que lhes passam cabeça não tem nada a ver com as minhas. Por isso também não me faz diferença que não achem bem que adopte. O meu marido está feliz, feliz, feliz. O Dinis também está em pulgas. Eu ainda penso que estou a sonhar, o resto não me interessa.

Faltam 2 dias para conhecer o meu filho mais novo, está quase!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O telefone tocou de novo...



Na 3ª feira de tarde o telemóvel tocou. Era da Segurança Social a dizer que a criança sobre a qual nos tinham falado em Outubro tinha finalmente o seu processo desbloqueado. O tribunal tinha decretado que ela podia ser entregue para adopção. E que queriam falar connosco sobre esse assunto. Marcamos logo reunião para a manhã do dia seguinte.

E ontem por volta das 10 horas lá estávamos nós nervosos e em pulgas à porta da morada indicada. Disseram-nos que o menino estava em condições de ser adoptado e ser nós estávamos mesmo interessados em avançar com esse projecto de vida. Claro que sim! Esperamos tanto tempo por este dia! Falaram-nos do menino (que agora está com 12 meses, quase 13), tivemos acesso ao seu processo e até fotos dele nos deram... É lindo, lindo, mesmo com aquele ar de quem precisa de muitos mimos e amor. Já estou tão apaixonada por ele...

5ª feira vamos conhece-lo pessoalmente, passar tempo com ele, tratar dele. Isto porque ele sempre viveu na instituição onde está agora e já criou laços com as pessoas que lá estão, por isso tem de se ir adaptando a nós. Quando ele estiver pronto, irá para casa connosco. Ficará 6 meses em fase de pré-adopção e se tudo correr bem, será decretada a adopção plena.

Ai que emoção, nunca mais chega a próxima 5ª feira!!!!!!

Ainda não contei ao Dinis. Falta tempo e isso é algo que ele não ia compreender. Vou conversar com ele, até porque disseram para levarmos um brinquedo ao menino que ele depois levaria para nossa casa com ele e eu queria que fosse o Dinis a escolha entre os muitos brinquedos de bebé que ele ainda tem e de que gosta. Vamos ver como corre, e claro que vou contando pormenores.


(mano mais velho)

É verdade, já me esquecia de uma coisa muito importante, tal como eu imaginava ninguém acertou no tema da festa do Dinis, ou não fosse ele um miúdo maluco que devia ter escolhido algo fácil de encontrar acessório de festa... O tema é este:



O tema são os Little Einsteins, vindo do meu filho só podia ser... E agora digam-me, onde vou arranjar tralha deste tema para a festinha?????

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ontem telefonei para a Segurança Social...

... e o que ouvi do outro lado do telefone não me deixou de todo feliz.


Fez ontem 3 semanas que o telefone tocou e eu achei que era desta vez que o meu filho do coração estava a chegar. Fiquei tão feliz que resolvi partilhar com vocês essa novidade. Estava quase, estava quase....

Pensei em mil e uma coisas que tinha de organizar na minha vida. Porque uma gravida tem 9 meses para pensar nessas coisas. A minha gravidez de 7 anos fez com que a pouco e pouco deixasse de pensar muito no assunto, para não me sentir muito angustiada.

O meu marido, mais sensato que eu, recomendou logo calma, mas eu bem via o brilho dos olhos dele.

A semana passada resolvi tentar falar com a assistente social, para saber como estavam a andar as coisas. Não consegui porque ela estava numa acção de formação.

Ontem tentei de novo e consegui. A resposta foi que ainda não havia decisão do tribunal. Que se calhar ela se tinha adiantado e tinha feito o telefonema antes do tempo, pois estava convencida que ia tudo ser bem mais rápido. Que nós não estávamos esquecidos (sim, era só isso que faltava...) e que entretanto aparecesse outra criança dentro dos parâmetros por nós pretendidos, essa situação nos seria apresentada.

Imaginei como eu fiquei, super infeliz... Afinal ainda não era desta vez que ia ser mãe de novo. Ok, vocês vão-me dizer que tenho de ter calma, que tudo se vai resolver, que o meu filho do coração vai chegar... E eu sei isso tudo, tou inscrita para adoptar e tem de me entregar uma criança mais cedo ou mais tarde.

Mas eu queria AGORA!!!!! Era agora que ia ser, não daqui a um mês, não daqui a um ano mas sim AGORA!!!! Estou tão farta de esperar, estou tão farta de tudo na minha vida ser mais difícil de conseguir que para todas as outras pessoas... Conhecem alguém que esteja 7 anos à espera de adoptar????? Contam-se histórias mas conhecem??????

Tenho como referência vários casos de adopção em que após o telefonema da entidade que trata das adopções as crianças são entregues uns dias depois, principalmente se forem pequenitas. Mas não, comigo as coisas não funcionam assim.... Comigo tinha de ser mais difícil, comigo tinha de ser a sofrer de ansiedade mais um bocadinho...

Hoje tou com um mau humor que nem imaginam. Ainda bem que não lavei ainda a cadeira do carro e o carrinho de bebé, nem fui às caixas procurar roupas adequadas para a idade do menina que ai vinha... Porque se o tivesse feito, de certeza que iam ficar sujas de novo até ele chegar. Ainda bem que não fui buscar a caminha a casa da minha comadre, ainda nos ia fazer sofrer mais.

Pronto, hoje tou assim, zangada, infeliz com o mundo, irritada com as burocracias, com as listas de espera da adopção que não existem e que fazem com que umas pessoas esperem 6 meses e outras 7 anos, com os juízes que acham que podem fazer o que quiserem e decidir a vida das pessoas, ou deixa-la suspensa durante meses só porque sim.

Tou assim e vocês é que tem de me aturar!!!!!!!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fim de semana prolongado

Mais uma vez o fim de semana foi relegado para 2º plano por novidades de ultima hora... E sei que estão em pulgas para saber novidades, mas para já não as tenho. Esperar mais uma vez é a palavra de ordem, mas com esperança de que em breve o telemóvel toque de novo e sejam boas noticias. Obrigado pelos vossos mimos e apoio, sabe mesmo muito bem sentir todo este calor e apoio da vossa parte.

E este fim de semana soube mesmo bem porque foi um bocadinho maior do que o habitual... Mais um dia a descansar ajuda bastante a recuperar energias e o dificil mesmo é foi voltar ao trabalho novamente, ainda por cima com a chuva que teimava em cair.

Sábado foi dia de corte de cabelo do meu filho, que já tinha uma bela de uma cabeleira e foi assim que ele ficou:



À tarde fomos às compras e assim se passou um dia.

Domingo era para ter ido correr na Meia-maratona que fazia a travessia da Ponte Vasco da Gama, mas confesso que ainda não me sentia muito bem, depois da cólica renal que tive. Doia-me o corpo e sentia-me muita cansada, por isso acabei por ficar em casa. Mas à tarde não pude faltar a uma actuação do coro onde canto e que foi em Azeitão, na associação lá do sitio. E tivemos direito a bolo de aniversário e tudo!




Cantamos por volta das 21 h 30m e aqui estamos nós alinhadinhos e afinados /bem, mais ou menos....).


Eu sei que a maior parte das pessoas não me imaginava num coro mas eu adoro cantar, seja o que for, sou daquelas pessoas irritantes que gostam de cantar juntamente com a musica da rádio e canto tudo e em todo o lado. Tenho bom ouvido mas uma voz um pouco de cana rachada, mas nun coro não se nota muito. :)

O Dinis foi comigo e o encontro foi por volta das 18 horas, para podemos ensaiar e termos direito a um jantarinho volante. Ele divertiu-se e teve a companhia de mais 2 meninos, filhos de uma colega e que ele já conheçe bem destas e de outras andanças.




Regressamos a casa por volta da meia noite e meia e apesar de o meu menino lutar contra o sono cantando muitas canções inspiradas nas que ouviu, acabou por adormecer pelo caminho.

2ª feira feriado foi dia de arrumações. Sei que parece um pouco tonto mas estava muito feliz porque tinha 2 roupeiros e um móvel de casa de banho novo e assim podia arrumar montanhas de coisas que estavam em caixas e sacos. Foi uma diversão partilhada limpar tudo e arrumar as coisas também.

E pronto, assim foi o nosso fim de semana grande. Já sabem, assim que tiver mais novidades, partilho logo com vocês.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O meu 2º filho está a chegar!!!!!

Este não era de maneira nenhuma o post que eu tinha imaginado colocar aqui hoje... Mas quando cheguei hoje da Aquafitness tinha uma chamada no meu telemóvel, cujo número não constava na minha lista telefónica. Nem costumo responder a estas chamadas, pois se é alguém que quer falar comigo, fico à espera que me liguem de volta.

Mas algo me fez telefonar e quando o fiz, responderam-me que era da Segurança Social. Fiquei logo com o coração aos pulos... Tentei ligar de volta e os telefones estavam ocupados, que stress!!!!!

Finalmente recebi de novo o tão esperado telefonema. Era a assistente social com a qual lá tinha falado outras vezes.

Depois dos cumprimentos do costume, perguntou se nós estávamos a pensar que queríamos mesmo uma menina, ou se podia ser outro menino. Isto porque a ultima vez que falamos eu lhe tinha dito que o meu marido preferia uma menina, mas foi apenas uma conversa, um rapazinho parece-nos óptimo também.

Então ela disse-nos que se não nos importávamos com um menino, que tinham um para nos entregar em breve, que o seu processo para ser definitivamente entregue para adopção estava quase, quase no fim e que assim que isso acontecesse nos telefonavam para irmos lá...

Nem imaginam o que senti! Pela barrita do blog podem ver que fez 7 anos de espera. Nem acredito que está quase! E o quase não será amanhã mas está por dias...

Sinto-me feliz, ansiosa, expectante, com um nó no estômago, por um lado assim contente, esperei tanto por isto... Por outro lado tenho receio do Dinis, da sua reacção, da adaptação ao mano novo... Ele pede manos, muitas e muitas vezes, mas o querer e o ter não é tão simples como isso.

O engraçado é que no domingo ele se virou-se para mim, assim no meio de uma conversa qualquer e disse:
- Mãe, quando fores trabalhar telefona à senhora que me vai dar o mano e diz-lhe para ela no dar depressa, que eu quero muito ter um mano para brincar comigo!!!
Até parece que ele teve uma premonição... :)

Bem, agora é esperar só mais um pouco, aguenta coração, a espera está a acabar!

E que este sorriso continue para sempre neste rosto lindo, que a chegada do mano não o abale muito, nem o deixe muito ciumento, que se adapte bem à situação e que em breve a este sorriso se junte outro, igualmente feliz.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Quase mãe de novo?????

Estou inscrita para adoptar uma criança desde finais de 2002. Fui dada como apta para adoptar em Janeiro/2004.
Em 2005 nasceu o meu filho e eu e o meu marido conversamos acerca de continuarmos com a hipótese de adoptar uma criança e achamos que no nosso coração havia espaço para mais uma criança, fosse filho biológico ou não e que seria tratado da mesma maneira e com o mesmo amor e carinho que temos pelo nosso Dinis.
No final de 2007 telefonaram-me da Segurança Social a dizer que tinham 2 crianças para me entregar, uma menina de 4 anos e um menino de 5 anos. Mas como nos registos deles não constava o meu filho, que na altura tinha 2 anos e não era possível entregarem-me crianças mais velhas que os filhos biológicos, acabou por ficar tudo em águas de bacalhau.
No dia do aniversário do meu filho recebi um telefonema a perguntar se ainda estava interessa e 2 meses depois uma carta a fazer a mesma pergunta. Claro que estou, nunca vou desistir, não deveriam estar antes a cativar as pessoas em ver de lhes perguntar montes de vezes se querem desistir?????
E a espera continuava. Um dia "falei" na net com uma moça que estava inscrita para a adopção mais ou menos desde a mesma altura que eu e a quem tinha entregue um menino de 3 anos à mais ou menos 6 meses. Ela aconselhou-me a telefonar para a Segurança Social e depois de tomar balanço, foi o que fiz.
Atendeu-me a técnica que estava com o nosso processo e que depois de muita conversa sobre se ainda estava interessada, se as condições pretendidas se mantinham, se o meu marido estava seguro da decisão de adoptar depois de já ter um filho, acabou por me dizer que estava quase, quase a chegar a nossa vez. Até me disse que ela estava quase a reformar-se e que achava que antes de isso acontecer ainda seria ela a entregar-me uma criança. E por isso lhe desejei que fosse para a reforma rapidamente, para me poder dar o meu filho do coração também rapidamente.
Fiquei com o coração aos saltos e a cabeça a mil à hora. Será que está quase? Será que a minha vida mais ficar ainda mais cheia de risos e correrias de criança? Nessa noite mal dormi a pensar em mil e uma coisas. Pensei que não vou dar mais roupa do Dinis pois pode servir ao mano (acho que meninas é mais complicado e não me importo nada que seja outro menino, apesar de o meu marido ter preferência por uma menina....). Pensei em que escola o vou colocar. Pensei como é que o Dinis irá reagir a mais uma criança tão próxima na sua vida, porque uma coisa é ele pedir manos e outra é o impacto que terá na sua vida). Pensei nas implicações a nível profissional e que tenho de ter uma conversa com o meu chefe. Porque quando estamos gravidas as pessoas tem 9 meses para se prepararem para o facto de irmos ficar em casa uns meses com o nosso novo filho, se adoptamos é quase de um dia para o outro e também temos o direito de ficar com eles.
Voltei a olhar ansiosamente para o telemóvel, como me acontecia quando me inscrevi e tinha esperança que as coisas fossem mais rápidas do que foram na realidade. Voltei a sentir o coração a bater mais depressa quando o numero que aparece no telefone é desconhecido.
Mas sei que ainda tenho de esperar mais algum tempo. Já falta pouco, espero eu. Mas se não tiver noticias quando voltar da férias, lá para Outubro ligo outra vez para a Segurança Social. Se não for de outra maneira, há-de ser pela exaustão, para se verem livres de mim, para deixar de ligar e de os chatear.
Está quase, sinto que está quase. Sinto que está para breve ter mais um sorriso junto deste lindo que aqui está nesta foto.

Nome do meu baby mais velho

Nome do meu baby mais novo